“Estamos vivendo um colapso social”, diz o artista Felipe Barsuglia – GQ

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Para Felipe Barsuglia, fazer arte é uma forma de se manter são, mesmo parecendo louco. “O artista, hoje, pratica autobranding, cria laços profissionais e é bem relacionado. Uma celebridade moderna, um influenciador digital”, disse à GQ Brasil. Barsuglia completa a nossa lista de 13 nomes expoentes da arte feita com curadoria de Ricardo Kugelmas.

Saiba mais sobre o artista abaixo: 

Ser artista no imaginário é?
O mais perto que o ser humano consegue se aproximar de ser selvagem, mas como vivemos em sociedade e lidamos com questões culturais e doutrinadoras, acho que o artista seria aquele que se permite, experimenta e externaliza. Sendo um filtro do mundo.

Ser artista na realidade é…
O artista, hoje, pratica autobranding, cria laços profissionais e é bem relacionado. Uma celebridade moderna, um influenciador digital.

Fazer arte é um ato político?
Inevitavelmente.

Uma obra clássica.
A fonte do Marcel Duchamp.

Um artista incompreendido.
John Kilduff.

Qual é a primeira obra de arte de que você tem lembrança?
Obra não lembro, mas me lembro de uma exposição do [Pablo] Picasso, acho que foi no MAM do Rio, em 1999, quando tinha 9 anos. Essa é minha única lembrança de um programa de família de ida ao museu. Mas o que lembro mesmo eram de umas canetas com a assinatura do Picasso vendidas como suvenir que era um superobjeto de desejo.

Por que fazer arte é importante?
Acho que estamos vivendo um colapso social. Para mim, fazer arte é a forma de me manter são, mesmo parecendo louco.

Fonte oficial: GQ

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