“Estar em uma novela que traz a literatura como uma alternativa à ignorância é precioso”, diz Felipe Haiut sobre ‘Bom Sucesso’ – GQ

16

“Nos tornando multifacetados que respondemos a tentativa de sucateamento dos investimentos públicos na área cultura”, avisa Felipe Haiut (Foto: Maurício Destri / Divulgação)

GQ Brasil: Como surgiu o projeto Conexão do Bem?
Felipe Haiut: A Conexão do Bem surgiu do desejo de transformar o que estava à minha volta. E decidi fazer o que mais gostava de fazer que é teatro e música. Entendi que a minha profissão poderia estar também a serviço do social e, dessa forma, consegui me entender como cidadão e qual era o meu papel na sociedade. Ao longo de 8 anos, fomos percebendo o impacto do trabalho nos hospitais públicos e a importância da existência do Sistema Universal de Saúde. Desde então, a Conexão do Bem se tornou um trabalho artístico à serviço da saúde pública de qualidade, além de ser um movimento que inspira as pessoas a viver.

+ YouTube lança plataforma de música e serviço por assinatura no Brasil
+ 5 youtubers que vão te ajudar a levar uma vida mais sustentável
+ Como configurar o Youtube para proteger os filhos de conteúdo impróprio

GQ Brasil: Sua peça A Garagem também foi lançada em livro. Atores que também são dramaturgos e produtores é uma foram de viabilizar projetos artísticos hoje, você acha?
Felipe Haiut: Se você quer ser artista dificilmente não vai produzir os seus projetos. Na grande maioria dos projetos que trabalhei, também participei da idealização. E, realmente, é uma das formas que encontramos de continuar. A arte é fundamental a toda sociedade, é através dela que rememoramos nossa história e compreendermos mais sobre nós mesmos. E também ajuda em nossos dilemas mais íntimos. Posso dizer isso porque o teatro me transformou profundamente e eu vejo isso acontecer na minha frente quando vejo o teatro e música chegarem aos hospitais públicos. Muitas vezes a falta de recursos para a realização dos projetos acaba nos tornando múltiplos na área. E é nos tornando multifacetados que respondemos a tentativa de sucateamento dos investimentos públicos na área cultural. Mas é preciso entender que essa situação é longe de ser ideal.

GQ Brasil: Como está sendo sua participação em Bom Sucesso?
Felipe Haiut: O Jeff é um personagem divertido de fazer. Ele é um artista criativo que aproveita o tempo em um trabalho super burocrático para criar histórias e dublar vozes das histórias que cria. Compartilhamos a necessidade de criar para nos sentirmos vivos, mas eu não sou um cara tão tecnológico quanto ele. É um universo que desconhecia. É muito divertido ser um personagem tão atual, criativo, ligado. Fora isso, estar em um trabalho que traz a literatura como uma alternativa à ignorância é precioso. Em tempos onde as liberdades dos corpos estão sendo ameaçadas, a novela traz personagens cheios de diversidade dentro de uma trama leve e com poesia. Fora isso, está sendo um trabalho com muito afeto e colaborativo. Me sinto feliz de trabalhar com um elenco e uma equipe que admiro.

GQ Brasil: Viver um personagem que tem um canal no YouTube, já tinha pensado nisso? Que youtubers indicaria?
Felipe Haiut: O Raony Phillips, que inspirou o meu personagem na novela, criou uma série a partir das animações do The Sins (Girls in the House). Isso é genial. O Youtube traz essa oportunidade de poder produzir seu próprio conteúdo, e ter o seu próprio canal. Não tinha pensado em fazer um personagem como o Jeff, que envolve dublagem. Por conta desse trabalho, desenvolvi habilidade de criar várias vozes, por exemplo. No YouTube, vejo de tudo. Teve uma época em que tentei uns tutoriais, mas falhei em todas as tentativas. No geral, gosto dos videos da “Jout Jout” que me fazem refletir. E sou fã do canal do “Pedroca Desabafa” e “Porta dos Fundos“.

Acompanha tudo de GQ? Agora você pode ler as edições e matérias exclusivas no Globo Mais,o app com conteúdo para todos os momentos do seu dia. Baixe agora!

Gostou da nossa matéria? Clique aqui para assinar a nossa newsletter e receba mais conteúdos.

Fonte oficial: GQ

​Os textos, informações e opiniões publicados neste espaço são de total responsabilidade do(a) autor(a). Logo, não correspondem, necessariamente, ao ponto de vista do Sixth Sense.

Comentários