Estudo sugere como os ventos podem carregar microplásticos a longas distâncias – GQ

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Os Pirineus franceses vistos do observatório Pic du Midi (Foto: Universal Images Group via Getty)

No topo dos Pireneus Franceses, não muito longe da fronteira com a Espanha, há uma clareira praticamente intocada e coberta por neve. A estrada mais próxima fecha no inverno. A maior cidade está a cerca de cem quilômetros e possui apenas nove mil habitantes. Também há uma estação metereológica, mas o que predomina é neve e mais neve. Olhando atentamente para a paisagem, no entanto, percebe-se que o lugar está coberto por plástico.

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Entre novembro de 2017 e março de 2018, pesquisadores recolheram água das estações metereológicas da região e procuraram por microplásticos, ou seja, pedações menores que um quinto de polegada, e descobriram que em média depositam-se 365 partículas destes por metro quadrado todos os dias, provavelmente vindos de cidades grandes como Barcelona.

A descoberta revelou o horror da poluição por plásticos. Cientistas já sabiam que microplásticos podem pairar no ar de grandes cidades como Paris e Dongguan, na China, mas ninguém havia demonstrado ainda o quão longe estas partículas podem chegar. Embora este trabalho seja apenas um projeto-piloto de curto prazo e que demanda investigações mais detalhadas de outros pesquisadores, seus resultados já apontam implicações chocantes tanto para santuários ecológicos supostamente intocados quanto para os ecossistemas e mesmo para a saúde humana. Leia aqui a íntegra.

*O texto original está na Wired US

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Fonte oficial: GQ

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