Festival de Veneza tem mostra paralela de filmes em realidade virtual – GQ

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“A realidade virtual não é o cinema do futuro, mas é um novo meio de fazer cinema”. É assim que o diretor Eric Darnell, conhecido pela animação Madagascar, define aquela que tem sido a sensação do Festival de Cinema de Veneza. Com uma mostra exclusiva para filmes de realidade virtual – a Venice Virtual Reality (VVR) – o festival de cinema mais antigo do mundo busca mostrar novas tendências do mercado.

Darnell é um dos concorrentes desta mostra com Crow, The Legend e em entrevista à GQ contou porque mesmo fazendo tanto sucesso com filmes de animação – ele também é diretor de Formiga Z – resolveu arriscar nesse novo caminho. “Acho que a interação que a realidade virtual proporciona é muito interessante. O modo como ela é feita, a forma como o público reage, a linguagem do corpo que participa das ações das cenas… Tudo é diferente da animação. Para mim foi uma experiência muito enriquecedora como diretor, porque não vim
da área de tecnologia para fazer esse trabalho”.

Mostra realidade virtual (Foto: reprodução)

Com participação de Tye Sheridan, de Jogador Nº1  e Oprah Winfrey na dublagem, Crow, The Legend é inspirado na lenda dos nativos americanos. Para Eric Darnell, participar da competição no Festival de Veneza tem sido especial. “É minha primeira vez em Veneza e estou muito contente com essa abertura que o Festival está dando para um meio cinematográfico tão jovem e inovador. É um evento de prestígio, e dar esse espaço a um novo tipo de arte é fantástico”.

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A Venice Virtual Reality tem tanto destaque nesta 75ª edição do Festival de Veneza que ganhou um espaço exclusivo para exibição dos filmes concorrentes e ainda eventos paralelos que incentivam jornalistas e público a prestigiarem a mostra. Para a presidente do júri da VVR, a cineasta dinamarquesa Suzanne Bier (vencedora do Oscar de melhor filme estrangeiro em 2010 com o filme Em um Mundo Melhor), a temática da realidade virtual ainda é novidade. “Temos muitas coisas para conhecer dentro desse universo porque é um novo meio, e vamos descobrir a cada dia desse evento algo diferente e surpreendente sobre ele”, revelou em entrevista coletiva sobre a VVR.

Mostra realidade virtual (Foto: reprodução)

Suzanne, o escritor italiano Alessandro Baricco e a atriz francesa Clemence Poesy formam o júri do VVR que premiará a melhor história envolvente de Realidade Virtual, a melhor experiência de Realidade Virtual para conteúdo interativo e a melhor matéria de Realidade Virtual para conteúdo linear.

Além de Crow, The Legend, de Eric Darnell , se destacam na competição Borderline, de Assaf Machnes’s  – ambientado na fronteira israelense sobre um jovem soldado negro judeu que enfrenta um dilema –  e o documentário Made This Way: Refining Masculinity, que une fotografias e depoimentos de realidade virtual sobre o impacto que os homens transgêneros têm em relação à masculinidade.

Fora da competição estão sendo exibidos vários títulos na seção “Best of VR”, entre eles o making off de Ilha dos Cachorros, de Wes Anderson, que leva os espectadores para dentro desta animação stop motion, e Battlescar, que tem como pano de fundo a cidade de Nova York e o punk rock no anos 1970.

Fonte oficial: GQ

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