Google e Amazon lideram onda tech a favor da conservação ambiental – GQ

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Sinal de seca na floresta amazônica em 2015 (Foto: LightRocket via Getty Images)

Mobilizações populares em mais de 150 países devem marcar esta sexta-feira (20), primeiro dia da greve global pelo ambiente organizada por estudantes de todo mundo – movimento que antecede o comitê sobre o clima da ONU, marcado para o próximo dia 23. Na mesma semana, duas gigantes do setor tech anunciaram medidas distintas para combater o aquecimento global. Nesta quinta-feira (19), porta-vozes do Google informaram que a empresa realizou a maior aquisição de energia limpa de sua história. Também um dia antes do início da greve, Jeff Bezos, CEO da Amazon, disse esperar que a companhia se torne completamente carbon free até 2040 (10 anos antes do prazo global definido pelo Tratado de Paris).

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A decisão do Google é movida por pressão interna de seus funcionários, que planejam se mobilizar na data. E a compra de soluções limpas é particularmente importante no caso de gigantes da tecnologia: lembre-se que o Facebook e suas fazendas de servidores consomem a mesma energia de um estado inteiro – e não pode se dar ao luxo de simplesmente apagar as luzes.

A compra engloba um pacote de 1,600-megawatt e 18 novos contratos para suprir sua demanda energética. A ideia é aumentar em 40% seu uso de energia limpa. Além disso, a companhia planeja investir 2 milhões em infraestrutura nos Estados Unidos, Europa e Chile – por causa dos altos custos de armazenagem, companhias como o Google ainda não são capazes de autossuficiência elétrica, e portanto depende nesse sentido de governos e empresas do setor.

Já a Amazon espera eliminar emissões de gases responsáveis pelo efeito estufa antes do prazo acordado em Paris, que crava 2050 como a ano em que seus signatários devem cortar a produção de CO2 e afins. Bezos e sua equipe planejam rastrear e tornar públicos dados sobre o progresso verde da companhia e empregar estratégias de decarbonização. Além disso, o CEO espera que 80% das operações funcionem baseadas em fontes renováveis de energia até 2024.

A decisão, adivinhe, também se relaciona com pressão interna: mais de 15 mil funcionários da Amazon devem participar da manifestação do dia 20. Sinais do descontentamento viraram foco primeiro em abril, quando uma carta assinada pelos trabalhadores da empresa exigiam medidas mais drásticas contra as mudanças climáticas.

No caso do Google, a expectativa de seus funcionário vai além do novo compromisso assinado pela companhia. Funcionários esperam que o negócio se torne carbon free até 2030.E, em manifestação pública, se dissseram a favor do fim de contratos com empresas extratoras de petróleo e ao apoio a lobistas e políticos anti-ambientalistas, e pedem que a empresa apoie imigrantes vindos de países impactantes pelas mudanças climáticas.

Jeff Bezos, da Amazon, disse na ocasião do anúncio que planeja “olhar com atenção” as contiribuições realizadas pela empresa. Explicamos: em julho, o jornal NYT descobriu que a gigante do varejo realizara uma doação de 15 mil dólares para um evento temático de Game of Thrones organizado pela think tank Competitive Enterprise Institute, conhecida por suas posições contrárias à luta ambiental.

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Fonte oficial: GQ

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