#GQporElas: Candy Mel revela dificuldades de ultrapassar as barreiras do feminino além do RG – GQ

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Candy Mel é sinônimo de luta. A primeira transexual cantora pop no Brasil se lançou no meio musical como vocalista do grupo pop/brega Banda Uó em 2011 junto de Davi Sabbag, que já apareceu por aqui no GQ Vozes, e Mateus Carrilho. Hoje, aos 26 anos, trilha carreira solo, é ativista dos direitos LGBTQ e, neste sábdo (23), solta a voz na 4ª edição do Women’s Music Event.

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“Minha trajetória é difícil. Ela foi, basicamente, marcada por ser a primeira trans cantora de pop no Brasil. Teve de tudo”, revelou a cantora à GQ Brasil. Questionada sobre o poder político da arte, Mel tem opinião formada: “A partir do momento em que você é parte da representatividade de uma população fragilizada, tudo passa a ser ato político, inclusive na música”, contou. 

Leia abaixo a conversa completa com a artista:

Pegando o tema da conversa, me diz: como a música pode acelerar a quebra de tabus envolvendo representatividade de gêneros?

Música é arte e performance. Partindo desse princípio, não são mais imprescindíveis as distinções de quem comunica. Ao mesmo tempo, é importante a ocupação dos espaços para a diversidade, temas e novas linguagens – quando falamos através da arte temos liberdade de expressão. Liberdade de comunicação. Acredito nisso quando falamos de quebrar barreiras. Universalizando vivências através da mensagem, mas sem esquecer que a música comunica, envolve e transforma.

Qual a barra mais pesada que você já teve que enfrentar para mostrar o seu talento e fincar o seu lugar na música?

Ser travesti. Minha trajetória é difícil. Ela foi, basicamente, marcada por ser a primeira trans cantora de pop no Brasil. Teve de tudo.

Qual a importância do espaço na mídia à artistas trans hoje em dia?

Nós já temos voz, o problema é o pessoal criar empecilhos, como a transfobia.

Você usa a sua música como ato político?

A partir do momento em que você é parte da representatividade de uma população fragilizada, tudo passa a ser ato político, inclusive na música.

Fonte oficial: GQ

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