Guia básico de como sobreviver aos haters na internet – GQ

7

Pode não parecer, mas haters são uma minoria. Menos de 1% dos usuários online tem o costume de comentar algo. E, infelizmente, essa minoria tem um traço em comum: o ódio. Até existe quem seja crítico na web. Nos eventos envolvendo mensagens do ator Bruno Gagliasso e do Youtuber Júlio Cocielo, por exemplo, surgiram mensagens mostrando indignação, mas buscando o diálogo. Elas eram duras, mas traziam uma explicação do porquê da indignação.

+ Elon Musk adere ao #DeleteFacebook e exclui suas empresas da rede social
+ “Como usar a tecnologia a serviço do bem é o maior desafio de nossos tempos, diz Sri Prem Baba

Já haters são pessoas que odeiam algo “porque sim” e são à prova de convencimento. Existem pessoas que se comportam como haters, é claro. Mas, infelizmente, o hater mais comum é o fake – controlado por bots.

Bots são programas de computador criados para executar uma tarefa específica e geram metade do tráfego de dados na internet hoje. Porém, existe um tipo de bot que é particularmente preocupante: o que se disfarça de perfil na rede social e existe para dar lucro para alguém.

Bots dão dinheiro e, por isso, existe uma indústria deles. Há candidatos que usam bots para elogiar a si mesmo, influenciadores que o fazem para ter audiência no YouTube. Existem fábricas de clicks em lugares como Índia e China, que vendem clicks por centavos, e há pessoas que controlam diversos perfis para misturar conteúdo patrocinado com um pouco de humanidade.

Perfis fake nas redes sociais são uma praga. Procure o botão para denunciar algo suspeito e perfis que espalham o ódio”

E por que temos tantos bots haters? A resposta está no algoritmo – as fórmulas matemáticas que resolvem problemas. Se o problema das redes sociais é ganhar sua atenção, o algoritmo vai buscar o melhor conteúdo para te manter ali. É aí que o hater leva vantagem.
Como apenas 1% dos usuários comentam algo, eles reinam em dizer para o algoritmo que aquela mensagem é relevante. Por isso é importante não alimentá-los para não dar mais visibilidade justamente ao que gostaria de não ter visto.

+Tom Cruise não sabia que existem filmes pornôs na internet

Você pode ajudar a combater os haters de duas formas simples: investigue e denuncie.  Ao ver um hater, verifique se conhece o perfil ou se vocês têm amigos em comum. Se não tiverem, é hora de ser 007. Primeiro, analise a foto e depois visite o perfil. Se só encontrar mensagens polêmicas, o próximo passo é encontrar o botão “denunciar”. Ajude as plataformas a retirar esses perfis que espalham ódio. Com sua denúncia, as plataformas podem ainda encontrar as famílias de bots, aqueles grupos de perfis falsos que atuam em bando – para parecer uma galera de verdade.

A internet é um ambiente rico. É onde buscamos notícias; é onde encontramos causas importantes; e onde gostaríamos de ter um reduto de vida pessoal. Mas pode haver um hater no caminho. Para sobreviver a isso, lembre-se: ao cruzar com ele, não o alimente. E se tiver tempo, investigue e denuncie. A web agradece.

Fonte oficial: GQ

​Os textos, informações e opiniões publicados neste espaço são de total responsabilidade do(a) autor(a). Logo, não correspondem, necessariamente, ao ponto de vista do Sixth Sense.

Comentários