Guia prático para manter seus filhos longe dos perigos da internet – GQ

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Internet é um território sem lei, do tipo de ambiente que se pode aprender muito ou entrar em grandes enrascadas, principalmente para as crianças. Por isso, elaboramos um manual rápido para te ajudar a fazer da rede mundial de computadores um local seguro e de oportunidades de aprendizado para os pequenos.

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1. Para começo de conversa, o bom e velho diálogo: tenha o hábito de conversar sobre tudo com seu filho, independentemente da idade dele. Mas, para cada idade, vale o bom senso para partir para assuntos menos ou mais polêmicos.

2. Vale lembrar que a busca no Youtube ou no Google é baseada em combinação de palavras. Tipo assim: seu filho pode colocar uma palavra inocente e aparecer um assunto ou imagem que pode ser completamente oposto. Neste caso, vale estar atento 24 horas do dia no manusear da internet. Se trabalha fora ou tem pouco tempo com ele, busque sempre uma vez ao dia fiscalizar (de forma harmoniosa, claro), o celular e tablet e olhar nas últimas pesquisas da criança, o tal do “Histórico”. Caso encontre algum conteúdo de teor adulto ou polêmico, não é aconselhado dar bronca. Crianças são curiosas e nessas horas vale conversar, tentar entender e não julgar jamais.

3. Não existe um consenso sobre a partir de qual idade uma criança pode ter uma rede social como Facebook ou Instagram, mas os pais mais sensatos procuram esperar a criança ter idade suficiente para entender o mínimo sobre questões relacionadas à sexualidade e à violências relacionadas a ela.

4. Crianças que são expostas muito cedo às redes sociais tendem a ser mais impacientes, agressivas e menos interessadas nas brincadeiras do mundo real.

5. Há várias formas de criar modos de segurança em navegadores, computadores e celulares, contribuindo inclusive para evitar o encontro deles com banners comerciais e páginas de web indesejadas.

6. Todos os browsers oferecem ferramentas para segurança. No Google Chrome, por exemplo, a página de Preferências oferece o Safe Search (Busca Segura), que elimina todos os conteúdos impróprios. Funciona como bloquear canais adultos na TV de casa. Basta clicar em “Filtrar Resultados Explícitos”. Ao clicar “Bloquear o Safe Search”, alterações só ocorrem mediante sua senha.

7. O Safari, no Mac OS X, cria uma mensagem de aviso quando o navegador vai para uma página suspeita. Vá ao “Menu Preferências – Segurança” e selecionar a opção “Avise antes de entrar em um site Suspeito”. No Mac OS, crie uma nova conta de usuário com bloqueios de acesso.

8. No Mozilla Firefox há a página “Controle dos Pais” com opções para limitar o conteúdo de acordo com o critério dos pais.

9. O Internet Explorer, da Microsoft, aposta em uma página dedicada ao conteúdo. Basta logar uma conta Microsoft e alterar perfis em “Configurações – Filtragem de Sites”. Selecione “Ativar Filtragem de Sites” e no “Aviso de Conteúdo Adulto” escolha as opções de aviso para proibir o acesso.

10. Já no Bing, buscador do Windows, clique no ícone Configurações e adicione o filtro Restrito para proibir textos, imagens e vídeos.

11. Muito cuidado com o Youtube. É muito fácil mexer e toda criança sabe do poder dessa ferramenta. Há um botão de segurança bem fácil de achar!

12. Em celulares, clique em “Filtrar Resultados Explícitos”. Se não sabe mexer, peça ajuda pra algum amigo que tem mais facilidade com tecnologia.

13. Converse com seus filhos sobre a importância dos dados pessoais deles. Tem muito hacker de olho nas informações das crianças. Elas devem entender que, assim como não podem aceitar coisas de pessoas estranhas, não devem conversar com estranhos nas redes sociais e não devem passar seus dados pessoais.

14. Dentro dessa dica acima, aconselhe os pequenos a não divulgarem nas redes sociais o local onde moram ou estudam. Isso vale para imagens divulgadas nas redes: eles têm de entender que não devem se expor demais.

15. Tá, vamos lá: hoje em dia, vídeos são facilmente explorados nas redes e distribuídos pelo WhatsApp. Converse com seus filhos adolescentes sobre os populares nudes. Principalmente as meninas, que são geralmente alvo mais fácil de abusos.

16. As crianças precisam entender que na Internet um perfil pode mostrar uma pessoa que na vida real não existe. Há muitos adultos que se passam por crianças. Conversar com seu filho, OK?

17. No Google há a página “É Bom Saber”, que é dedicada à proteção online, oferecendo uma orientação sobre a navegação segura de todas as idades.

18. Mantenha o computador que a criança usa conectado em uma área comum da casa, nunca no quarto da criança. Assim você tem mais acesso.

19. Ensine as crianças a confiar em seus instintos. Se alguma coisa online fizer com que se sintam nervosos ou irritados, eles precisam te contar.

20. Salas de bate-papo, videogames online e apps de mensagens instantâneas são facilitadores de abusadores. Ajude-os a escolher um nome que não revele nenhuma informação pessoal e acompanhe às vezes as conversas.

21. A regra é simples: use na internet as mesmas regras de convívio que você usa no mundo real. Os pequenos precisam sacar que é tudo a mesma coisa.

22. Insista com eles para não se encontrarem com amigos virtuais que nunca tenham visto pessoalmente. Se eles quiserem, que vão com algum adulto acompanhado.

23. Tudo que você ensina para seus filhos, relacionados à gentileza e respeito ao próximo deve ser reproduzido por eles na Internet.

24. Muito tempo na frente de telas de computador ou celulares prejudica a visão, o sono e a postura corporal. Incentive práticas esportivas.

25. Segundo pediatras, com menos de 2 anos as crianças precisam de interação social com seus pais e cuidadores. Nada de dar celular para bebês, tá? Já dos 6 aos 12 anos, a dica é no máximo duas horas diárias de internet e aparelhos eletrônicos.

26. Cuidado com os discursos de ódio nas redes sociais. Fale com seus filhos sobre a importância de praticar o amor e o bem ao próximo.

Fonte oficial: GQ

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