Harley-Davidson é a mais nova “baixa” da guerra tarifária – GQ

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O agravamento da guerra comercial entre Estados Unidos e China – e agora União Europeia – colocou em xeque o balanço da lendária marca de motocicletas Harley-Davidson. Como parte de uma ação retaliatória da UE, tarifas europeias sobre motocicletas vendidas no continente pulou de 6% para 31%, resultando em um aumento de US$ 2,2 mil do custo de cada moto exportada dos Estados Unidos. O impacto dessa mudança levaria a companhia a queimar mais de US$ 100 milhões ao ano.

A Harley-Davidson anunciou nesta terça-feira (25) que passará a fabricar parte das motos fora dos Estados Unidos, país responsável pela maior parte da operação da empresa. Ainda não se sabe quantos dos 6 mil empregados da marca espalhados pelo mundo serão impactados pela decisão.

A Europa é o segundo maior mercado para a Harley: no ano passado, a marca vendeu quase 40 mil motos, contra 148 mil nos EUA.

MENOMONEE FALLS, WI - JUNE 01:  Harley-Davidson motorcycle engines are assembled at the company's Powertrain Operations plant on June 1, 2018 in Menomonee Falls, Wisconsin. The European Union said it plans to increase duties on a range of U.S. imports, in (Foto: Getty Images)

É fato que esta não é a primeira dor de cabeça enfrentada pela centenária companhia americana. Nem de longe a mais pesada. A concorrência de modelos ágeis, econômicos e fáceis de usar de fabricantes japonesas – em especial, Honda, Yamaha, Kawasaki e Suzuki – na década de 70 e 80 pressionou a produção das Cruisers, maiores, mais custosas e manchadas pela mitologia dos Hell’s Angels – e foi o que abalou a Harley de sua posição como líder única do lifestyle motoqueiro.

Mais recentemente, a empresa vem se focando e buscando expansões pontuais em meio a cortes de pessoal e relatórios trimestrais agridoces. Em janeiro, a Harley anunciou o fechamento de fábrica em Missouri, mas também anunciou uma expansão para a Tailândia ainda este ano.

Além de motos, a União Europeia definiu tarifas maiores sobre itens como suco de laranja, creme de amendoim e cigarros, como retaliação ao encarecimento da exportação de aço e alumínio aos EUA. Bourbon e denim também fazem parte da lista – duro golpe ao estilo americano de vida como item de exportação, não?

Fonte oficial: GQ

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