Inteligência emocional pode ser a chave para a excelência no trabalho – GQ

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Emoções são altamente contagiosas. Se você desempenha um papel de chefia, deveria se preocupar com essa constatação. “Se os líderes transmitirem energia e entusiasmo, a organização progride; se transmitirem negatividade, a organização afunda”. A afirmação é um dos pilares de Daniel Goleman, Richard Boyatzis e Annie McKee no livro O poder da inteligência emocional. Como liderar com sensibilidade e eficiência, best-seller mundial recém-lançado no Brasil.

Goleman, psicólogo que estuda o tema desde os anos 90 – até então era jornalista do The New York Times –,  explica que um CEO espalha o seu estado emocional ao time, qualquer que ele seja. “Ajudá-lo a ter um mood positivo, segundo as pesquisas, impacta todo o time de maneira benéfica e a empresa performa melhor”, diz. Mas, afinal, quais as características de um líder inteligente emocionalmente? Existem alguns DO’s and DONT’s, explicados no livro de Goleman, mas nenhuma regra estanque. “O Steve Jobs, por exemplo, era um líder pioneiro, extremamente inteligente e rápido de raciocínio. Ele era perfeccionista, o que não é errado, mas isso só funciona se tiver ao seu lado pessoas como você. Jobs fez isso. Quem sobreviveu à Apple estava alinhado com ele. Muitos desistiram.”

Os melhores líderes vão além de um processo mecânico de adequar seu estilo a uma lista de verificação de situações; são muito mais fluidos. Esquadrinham as pessoas individualmente e em grupo, interpretando pistas que lhes dizem no momento qual é o tipo de liderança certo, e ajustam seu estilo no ato. Isso significa que podem aplicar, inclusive, estilos dissonantes — com instruções fortes, urgentes — conforme a necessidade.

O essencial no desenvolvimento da liderança é a aprendizagem autodirigida: desenvolver ou fortalecer um aspecto da pessoa que somos, ou queremos ser, ou as duas coisas. Esse processo envolve cinco descobertas e o objetivo, claro, é usar cada uma como ferramenta para se tornar um líder inteligente emocionalmente.

Meu eu ideal — Quem desejo ser?

Meu eu real — Quem sou? Quais são meus pontos fortes e minhas deficiências?

Meu programa de aprendizagem — como usar por base meus pontos fortes enquanto reduzo minhas faltas?

Experimentar e praticar novos comportamentos, pensamentos e sentimentos até alcançar a maestria.

Desenvolver relações de apoio e confiança que possibilitem a mudança.


Quando um líder é ressonante, desencadeia nas pessoas interesse e brilho. Quanto mais ressonantes forem as pessoas no trato umas com as outras, menos estáticas serão as interações entre elas; a ressonância reduz os ruídos do sistema.

Visionário
Mobiliza pessoas em direção a objetivos compartilhados. É indicado quando as mudanças exigem uma nova visão ou quando uma direção clara é necessária

Treinador
Vincula o que uma pessoa deseja aos objetivos da organização. Ideal para ajudar um funcionário a melhorar seu desempenho desenvolvendo habilidades de longo prazo

Afetivo
Cria harmonia conectando pessoas. Por isso, pode ser útil para curar problemas na equipe, motivar em tempos estressantes ou fortalecer ligações

Democrático
Valoriza a contribuição pessoal e consegue dedicação por meio de participação. Para conseguir apoio ou consenso, ou contribuições valiosas de funcionários, é o líder perfeito

Líderes criam dissonância quando não conseguem estabelecer empatia com um grupo, nem interpretar corretamente as emoções desse grupo, enviando mensagens desconcertantes sem que seja necessário. com ele, as pessoas ficam inseguras.

Modelador
Costuma ser altamente negativo para o clima. No entanto, enfrenta desafios e alcança metas estimulantes e é ideal para obter resultados de alta qualidade de uma equipe motivada

Coercitivo
Acalma temores traçando rumos numa emergência. Útil em crises, para dar o pontapé inicial em momentos de grandes mudanças ou para resolver problemas com funcionários

Fonte oficial: GQ

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