iPhone XS, XS Max e XR: um mergulho nos números dos novos aparelhos da Apple – GQ

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Já falamos sobre a nova linha de smartphones da Apple, anunciada na semana passada. O XS, XS Max e XR são o meio do caminho entre o iPhone X e seja lá o que a Apple pensa para o futuro da computação móvel. Por isso ajuda entender as tendências que se escondem por trás da ficha técnica desse trio calafrio.

Mas antes, um porém: até o fim de 2018 os aparelhos devem chegar ao Brasil, mas não há informação a respeito dos valores destes celulares no mercado nacional. Por ora, usamos a tabela de preço como previsto pelo site Canaltech – ela é uma aproximação do que eles podem custar no país baseado em conversão, impostos e o histórico recente do iPhone X. Não são os valores finais, mas podem servir como uma boa base.

Vamos aos dados principais:

iPhone XS
Armazenamento:
64GB, 256GB and 512GB
Preços: R$ 7.000, R$ 8.050 e R$ 9.450
Data de lançamento: a definir
Detalhes: tela OLED de 5,8 polegadas, 448ppi (ou pontos por polegada); chip A12 Bionic; resistente à água (IP68); câmera grande angular de 12MP, f/1.8 com OIS; outra teleobjetiva de 12MP, f/2.4 com OIS; câmera frontal de 7MP; 177 gramas; playback de vídeo de até 14 horas;
 

iPhone XS Max
Armazenamento: 64GB, 256GB and 512GB
Preços: R$ 7.700, R$ 8.760 e R$ 10.150
Data de lançamento: a definir
Detalhes: tela OLED de 6,5 polegadas e 448ppi (ou pontos por polegada); chip A12 Bionic; resistente à água (IP68); câmera grande angular de 12MP, f/1.8 com OIS; outra teleobjetiva de 12MP, f/2.4 com OIS; câmera frontal de 7MP; 208 gramas; playback de vídeo de até 15 horas;

iPhone XR
Armazenamento:
64GB, 128GB and 256GB
Preços: a partir de R$ 5.250
Data de lançamento: a definir
Detalhes: tela LCD de 6,1 polegadas e 326ppi; chip A12 Bionic; resistente à água (IP67); câmera grande angular de 12MP, f/1.8 com OIS; câmera frontal de 7MP; 194 gramas; playback de vídeo de até 16 horas;

E os insights:

iPhones não vão ficar mais baratos

Ora, nem brinca, Sherlock! No entanto se o iPhone X chegou ao Brasil custando quase R$ 8 mil, as novas edições podem estar se aproximando dos R$ 10 mil, valor que nenhum outro celular no Brasil ensaia chegar perto – o elegante Note 9, digamos, lidera os aparelhos Android mais caros no país, e nem ele alcança os 7 mil mangos. É algo que certamente vai pesar como uma bigorna na adoção da linha XS.

Machine learning de bolso

O XS e o XR são aprimoramentos mais do que revoluções da fórmula. E muito disso está no software. O chip A12 Bionic é um processador 15% mais rápido e 50% mais econômico que a geração anterior. Ele também serve de base para a tecnologia neural que é responsável por boa parte dos avanços de computação e da câmera.

Na prática, você pode alterar foco e efeitos de profundidade da foto mesmo depois de apertar o botão clique – a IA navega por uma gama de versões da mesma foto, separa o sujeito do background automaticamente, esse tipo de coisa. Além disso, o celular terá uma inteligência de espaço embutida, o que é apenas pouco assustador, mas também permite usar aplicativos de realidade aumentada sem a necessidade de QR Codes impressos ou algo do tipo.

CUPERTINO, CA - SEPTEMBER 12:  A visitor inspects the new Apple iPhone XR  during an Apple special event at the Steve Jobs Theatre on September 12, 2018 in Cupertino, California.  Apple released three new versions of the iPhone and an update Apple Watch.  (Foto: Getty Images)

Parte disso não é necessariamente novo: os celulares Pixel 2 do Google também usam inteligência artificial para dar um up nas capacidades da câmera.

É decretado o fim do botão home, e dos sensores de impressão digital

Sendo uma linha intermediária, é de se esperar que tanto os XS e o XR apresentem muitas similaridades, entre elas a abolição do TouchID. A tecnologia de biometria sumiu completamente e é substituída por uma edição revisada do FaceID, que usa reconhecimento facial para uma série de opções de segurança – desde destravar o celular até realizar pagamentos via Apple Pay. O botão Home também ficou de fora – sendo campeão de defeitos em iPhones anteriores, talvez não faça falta.

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O iPhone XS e o XS Max em um comparativo de tamanho (Foto: Divulgação)

Telas LCD ainda são queridinhas da empresa

Depois de um histórico extenso aproveitando o melhor de telas de cristal líquido, a Apple volta a apostar na tecnologia com o Liquid Retina, um LCD avançado capaz de ampla gama de cores e funções similares ao trackpad do Macbook Pro, segundo a Apple. O XR, por sinal, sugere que a Apple não dê mais tanta bola para a experiência do 3D Touch, presente em outros iPhones na mesma linha de preço e que oferece outras maneiras de interagir com o conteúdo clicando na tela. 

Mesmo que a concorrência esteja apostando no OLED, o LCD não é uma estratégia tão fora da curva para a gigante de Cupertino. Mas significa um look menos cristalino (326 pontos por polegada contra 448ppi) e um desafio extra para a bateria, visto que não é necessariamente a solução mais econômica das duas. Além disso, ele pode sofrer na comparação quando o assunto são cenas com muitos tons escuros (o contraste do OLED tende a ser campeão nesse departamento).

E elas estão maiores

Virou regra: quase 100% da frente dos novos iPhone é tomada pela tela, o que resulta no corte ali na parte superior do display – polêmico ou não, ele chegou para ficar. Resultado: apenas o XS empata com o tamanho da tela do X original em 5,8 polegadas. Todos os outros modelos têm um pouco mais de tela, sem necessariamente alterar as dimensões gerais dos aparelhos. Tamanho, nesse caso, é documento: desde a popularização da HTC, displays grandiosos são como jeans no mundo dos smartphones: estão sempre na moda.

Os primeiros iPhones com Dual SIM

iPhones ‘gente como a gente’? Aqui vale pensar em termos de expansão do mercado: com planos pré-pagos sendo muito populares em países como a China e a Índia, a Apple deve atender clientes que vêem em múltiplos números de contato uma maneira mais eficiente de aproveitar sua grana mês a mês. Nos principais mercados, a Apple vai usar o eSIM, uma tecnologia digital que substitui a necessidade de ter um chip físico, mas em sua chegada para o Brasil é de se esperar um modelo que traga um espaço mais tradicional para dois cartõezinhos.

Fonte oficial: GQ

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