José Loreto: ‘o que tive com a Débora foi um encontro de almas’ – GQ

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Rio de Janeiro, a terra dele. E o termômetro batendo a casa dos 30 e muitos, sensação de quase 40, o que não chega a ser tranquilo, mas, por aqui, muito natural. José Loreto, 34, não se enquadra no óbvio, vai bem além do que se vê. Não vi. São 15:30. Espero por ele no local marcado, um café no shopping Itanhangá, no bairro onde mora, cercado por uma natureza que invade e também é refúgio de atores pela localização, a caminho do Projac (os estúdios da rede Globo).

Enquanto o relógio corre, me rendo ao fetiche cibernético. O Instagram de Loreto tem 3 milhões de seguidores, incontáveis fotos de Bella, sua filha com a atriz Débora Nascimento, cachoeiras, praias, amigos, esporte, trabalho, cachorros e araras. Sem ver o tempo passar, corro os dedos até achar que o conheço, mal dos novos tempos. “Sou um cara metódico, anoto tudo na agenda. Se não, me perco. Fim de ano, gravação, projetos futuros, não anotei este encontro”, diz, em áudio, bem dos novos tempos. Ao fundo, o barulhinho bom da filha permeia e endossa a imagem de paizão que o virtual nos dá.

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Pausa. “Ai filha, não me belisca”, escuto. “Sempre sonhei com a paternidade, mas a Bella escolheu a hora dela”, continua. “Se você visse isso… Ela está fazendo um charme aqui, fica até difícil de concentrar”, começa o ator, que é pai, em tempo integral, mas pode ser vilão (está no ar em O Sétimo Guardião), namorador, gigolô, playboy, lutador, dublador de Tarzan.

Loreto é múltiplo e, em qualquer que seja a vertente, se destaca. “Meu foco vem do judô. Quando era jovem, uma queda me obrigou a virar canhoto para lutar contra meu oponente porque era impossível derrubá-lo sendo destro.” Faixa preta, venceu. Mas se esporte é vício, a atuação veio ao acaso. “Tinha 18 anos e montamos uma peça na escola. Me senti extremamente confortável naquele lugar.” Entendeu que queria aquilo para si. Mas seus pais, que não conheciam o meio, impuseram que ele se formasse em algo sério (para eles). Ao fim do segundo período de Economia, surgiu uma oportunidade de work experience como segurança nos Estados Unidos. “Queria ir para Hollywood.” E foi. Ali, na calçada da fama, entre jobs para Stevie Wonder e Gisele Bündchen, se encantou com a rotina da não rotina.

Costume Aramis R$ 1.099  (Foto: Pedro Loreto (MGT))

Loreto voltou ao Brasil, largou a faculdade e passou a modelar para pagar os estudos de teatro. Em 2004, entrou para Malhação. Foram alguns anos no ar e a falsa ideia de estar com a vida ganha. “Aí os trabalhos foram diminuindo e eu já mal pagava as contas. Essa carreira é uma montanha-russa.” No caso dele, montanha-russa de mais altos do que baixos, e excesso de adrenalina.

“Cheguei com sangue nos olhos”, relembra, sobre o teste que fez em 2012, a convite do diretor Ricardo Waddington. “Aquele personagem era para ser meu.” E foi. No ar com Darkson, do hit Avenida Brasil, pôde exercer sua verve cômica. Caiu nas graças dos espectadores e, de quebra, conheceu o amor da sua vida. “O que tive com a Débora foi um encontro de almas, uma paixão avassaladora que se transformou em amor e depois em família.”

Leia a matéria na íntegra na GQ de Fevereiro, nesta segunda-feira (4) nas bancas.

Stylist: José Camarano
Produção de moda: Yuri Horsth
Grooming: Piu Gontijo
Assistente de styling: Isabela Oliveira
Assistente de fotografia: Rafael Osp
Retoucher: Felipe Few
Agradecimento: Louis Haranga

Fonte oficial: GQ

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