Kylie Jenner e Travis Scott: o casal mais poderoso do mundo abre o jogo – GQ

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É Kylie, de salto, quem controla a parada. A mais nova Jenner e seu caprichado time de beleza andam em torno do Milk Studios, em Hollywood, com um propósito supremo. Sua contingente metade masculina e metade feminina é como os Onze homens e um Segredo, exceto com mais tops e preenchimentos de lábios. E, em vez de um estojo repleto de moedas de casino falsas, há apenas uma mala cheia de apliques de cabelo exuberantes que precisam ser desembaraçados meticulosamente. No meio da filmagem, o fotógrafo e os estilistas começam a elogiar uma foto em particular no monitor, mas a rei Kylie acaba com isso. “As pessoas vão transformar isso em um meme”, diz ela, como se fosse uma espécie de médium da mídia social. “Vamos mudar para outra coisa.” Mais tarde, ela me diz que foram Kim e Kanye que a ensinaram a ser mais assertiva em coisas criativas. “Eu só quero as melhores fotos de capa para mim e para vocês.”

Juntando-se a ela no estúdio está seu parceiro Travis Scott, de 27 anos. Eles estão namorando há cerca de um ano, mas esta é primeira sessão de fotos deles juntos. Qual é a força atrativa entre um furioso astro do rap da cidade de Missouri, Texas, e um magnata da realeza de Calabasas? Além de sua menina recém-nascida, Stormi? Qual é essa frequência compartilhada responsável pelo casal de celebridades mais dinâmico da modernidade?
Iremos chegar nisso, mas o que por ora eu consigo relatar é que não é uma admiração mútua por posarem na frente de um fundo branco. Tirar fotos é um esporte lucrativo para um e uma tortura medieval para o outro.

Travis tem uma equipe muito menor com ele. Apenas seu empresário – que trabalha em um laptop durante toda a sessão – e uma bolsa que cheira a alguma maconha da boa da Califórnia. Entre os cliques, ele anda um pouco pra lá e pra cá, de cabeça baixa e com o corpo esguio coberto de roupas caras. Uma luz na parede ou na foto o fazia interromper seu passo e seguir em outra direção. Ele parece com um daqueles protetores de tela da Microsoft dos anos 90, movendo-se descontroladamente pelas bordas do monitor. “Ele cochichava para mim o tempo todo”, Kylie me diz depois, sorrindo. “Ele simplesmente não gosta de tirar as fotos.” Travis odeia qualquer coisa que o desacelere. (Ele até odeia restaurantes; o homem despreza perder tempo em restaurantes.) E ele admite que está “impaciente como um filho da puta” durante as sessões de fotos, apesar de realmente gostar do resultado final.

Mas não é simplesmente uma angústia jovem que faz com que essa espera seja dolorosa para Travis. É “a chama” – o fogo interno, a raiva, “uma mijada”, descrevendo a agressão da forma mais divertida possível. É por isso que Travis, há uma década em uma carreira notavelmente enérgica, se garantiu por ter apresentado o melhor show ao vivo da história do hip-hop.

Alguns anos atrás, em uma boate, vi Travis balançar de um lustre enquanto se apresentava. Uma das folhas barrocas de ouro que segurava com força cortou sua mão, e ele começou a sangrar bastante. Parou por um segundo. Sorriu. Em seguida, pressionou a palma da mão sangrenta contra o teto, deixando uma marca de mão vermelha e continuou rimando. Essa energia, esse comprometimento – é por isso que há toda uma geração atrás dele de jovens rappers tatuados e audaciosos que veem Travis como uma fonte de inspiração, e já aceitam sua liderança.

Travis Scott e Kylie Jenner  (Foto: Paola Kudacki)

Pode ser essa a força que atrai os dois: influência. Não no sentido de ser um marketing como da revista Adweek – mas no sentido de ser um contato direto com pessoas. Quando eles dizem “pulem”, o pessoal pula … pra fora de uma varanda. (Isso realmente aconteceu com Travis.) Esses dois fazem bate-cabeças, memes, transformam momentos em tendências e mudam tudo. Forjam a palavra de quatro letras mais usada de 2017 – vibe – e são mestres da de 2018: onda. Você não pode parar enquanto pega uma onda. E essa é a arte deles. Seu fio comum. O que ajuda a explicar como o relacionamento deles passou da estaca zero à arrebatadora em apenas alguns meses.

“Não marcamos encontros românticos”, Kylie me diz. Na verdade, o primeiro encontro deles não foi nada parecido com um encontro romântico. Eles estavam no Coachella – nem se lembram onde, exatamente, se conheceram – e a coisa toda transcorreu de um jeito que deu certo. Enquanto ela me conta sobre isso, começa a rir sobre a história que contou a Travis que chamou a atenção dele naquela noite. A história não foi nada de especial, mas isso que a tornou real. Como você conheceria seu par? De um jeito que começa normal, certo?
E então o segundo encontro deles foi, certamente, tudo, menos normal. Eles foram na onda. Kylie Jenner – com seus quase 100 milhões de seguidores – simplesmente abandonou sua vida na Califórnia e saiu em turnê com Travis Scott.

“Coachella foi uma das paradas na turnê dele”, explica ela. “Então ele disse: ‘Estou voltando em turnê – o que queremos fazer com isso?’ Porque obviamente gostamos um do outro.”
O que queremos fazer com isso? Essa é uma fala do galã de cinema Matthew McConaughey do início da década de 2000. Puta merda “Tipo, eu estava, ‘Acho que vou com você'”, disse ela, para completar a cena.

Então você simplesmente saiu em turnê com ele?

Simplesmente saí em turnê.

Isso é meio que uma loucura romântica.

É?

Acho que sim.

Sim, eu acho que é também.

Você realmente pulou de cabeça na turnê?

Eu realmente pulei pro ônibus. E então caímos na estrada. Eu fiz toda a turnê com ele.

O que sua mãe e família disseram?

Ela sabe que eu me vanglorio disso. Minha família inteira sabe que faço o que quiser fazer. Tenho sido assim a minha vida toda. Eu não respondo a ninguém, de fato. Moro sozinha e então eu apenas parti. Nós tivemos muito tempo de inatividade. Foi orgânico. E apenas íamos para cidades aleatórias. Não tivemos de ser quem realmente éramos. Tipo, se estivéssemos em Los Angeles, sinto que teria sido bastante diferente. Tudo aconteceu por um motivo. Nós não saímos como “Kylie e Trav”. Estivemos em Cleveland, andando na rua por horas. Íamos caminhar, e ninguém nos incomodava.

Kylie Jenner e Travis Scott (Foto: Paola Kudacki)

Algumas semanas após a sessão de fotos, enquanto estava em Nova York para estrelar no festival Governors Ball, Travis dizia querer jogar basquete. Ele monta uma equipe de gente descolada e consegue permissão para utilizar uma quadra da Nike em Midtown. ‘Que divertido’, as pessoas dizem para mim. Mas eu entendo melhor. Sei que a intensidade de Travis não é voluntária. Ela não consegue ser moderada ou diluída simplesmente porque um repórter está na sala. Ele é como um parkour personificado – em sais de banho alucinógenos.

É o que faz sua música ser tão elétrica e seus shows tão imprevisíveis. Mas basquete? Estou fora de forma e, comparado com Travis e o pessoal correndo no jogo, também velho. Além disso, ver uma celebridade participando de um jogo de basquete faz uma de duas coisas segundo minha limitada experiência: ou deixa as coisas muito competitivas ou deixa as coisas muito tranquilas. E ficar muito tranquilo é uma coisa que Travis Scott definitivamente não faz.

Oh! Uma complicação final surge antes do jogo começar: uma mulher bonita aparece. Kendall Jenner, para ser mais preciso. Não se sabe se ela está lá porque é uma entusiasta de um basquete espontâneo amador ou se está lá para ver um dos amigos de Travis. Mas, independentemente disso, o fato dela estar na lateral é desastroso. Eu já vi uma mulher bonita entrar em uma academia enquanto um grupo de pais suburbanos jogava bola e mudar toda a dinâmica do jogo. De repente, todo mundo começa a jogar com selvageria e correr atrás da bola de um jeito que não fazem há anos. E agora, a modelo mais bem paga de 2017, de acordo com a Forbes, está sentada na primeira fileira da quadra, enquanto um muito ativo Travis Scott se aquece.

O jogo é exatamente tão físico quanto eu esperava. A intensidade de Travis faz com que Russell Westbrook pareça indiferente. Num dado momento, alguém do outro time pede um tempo, impedindo que Travis e meu time façam uma jogada pra vencer, e Travis fica furioso. Parece que as veias de sua garganta vão arrebentar as correntes em seu pescoço. (Ele joga com mais de 200 mil dólares em diamantes e joias.) O que me salva é que nenhum outro consegue ser tão bom assim. Isso salva principalmente Travis. Nosso segundo jogo pode ter quebrado o recorde na história por ser o mais longo com 16 pontos. Todas as jogadas, defesas difíceis e cestas de três pontos condenadas pelo cansaço. Foi tanta marcação de mão e puxão que Charles Oakley ficaria orgulhoso. Abundantemente ilegal. Enquanto escrevo essa matéria, quase uma semana depois de jogarmos, ainda posso sentir fisicamente cada um desses 16 pontos.

Depois, Travis educadamente me observa tomando meu quarto Gatorade. “Eu amo basquete”, diz ele. “É tão intenso.”

Por trás do corpo tatuado com zero por cento de gordura, no entanto, há uma criança feliz e despreocupada. “As pessoas sempre pensam que eu sou sombrio ou alguma merda do tipo”, diz ele. Que é uma suposição justa, mas imprecisa. Quando seu trabalho envolve sair por aí deixando marcas de sangue com a mão nos tetos, as pessoas supõem que você é um pouco problemático. Mas Trav é leve. De verdade. Como quando eu peço a ele para me dizer qual o maior erro de sua carreira. “Nada” é sua reação instintiva. Seguido por “Que diabos é um erro?” Essa é a reação da estrela de rap. Mas eu continuo cutucando e bisbilhotando. Eu sei que há algo mais profundo dentro dele. Leria seus pensamentos noturnos. Travis finalmente se abre com uma confissão crua: “Eu não usaria aba reta”.

“E definitivamente também teria me escondido – até que meu cabelo crescesse, mano. Odeio quando as pessoas tiram fotos aleatórias de mim. Pareceria um doidão nelas. Sem nenhuma arrumação, nada.”

Ele está rindo. Mas está sendo sério também. Se um gênio oferecesse um desejo a Travis, e ele não pudesse pedir por mais desejos, aposto que estaria esfregando a Internet com todas suas fotos anteriores às tranças.

Estamos rindo dessa época de cabelos rebeldes, em que Kanye e Kid Cudi – trabalhando juntos no álbum Kids See Ghosts em Los Angeles – encontraram-no. Kanye trouxe Travis para a família G.O.O.D. anos atrás, e eles são praticamente parentes agora. Kid Cudi’s Man on the Moon II é o melhor álbum de todos os tempos para Travis. (Travis me diz que ele vê Kid Cudi e Michael Jackson com iguais qualidades musicais). Ele e Cudi estão querendo discutir sobre a participação de Travis no álbum; eles precisavam saber disso o mais rápido possível, antes do prazo de término do disco. Travis está animado, mas não em êxtase. Ele envia o verso, mas não está preocupado com isso. Quero ser claro, ele também: Travis quer estar no álbum. Mas suas maiores preocupações musicais estão em seu próximo álbum solo: Astroworld, com rumores de ser lançado ainda esse ano. “Eu apenas ando ansioso para lançar meu bebê.” (Esse verso acaba não entrando no álbum.)

Travis está atualmente em posição de fazer o melhor álbum de sua carreira. Como a estrela de hip-hop mais frenética dessa geração, ele será capaz de esgotar os ingressos de sua turnê e incitar tumultos em todo o mundo num futuro próximo. Mas este será o álbum que a galera e os críticos estavam esperando. É um material perfeitamente tempestuoso: namorar um dos seres humanos mais famosos do planeta, sua nova paternidade e, finalmente, sua ode a Houston – uma cidade com uma relação rica e ao mesmo tempo estranha com o hip-hop. Da mesma maneira que Lil Wayne fez para combinar as sensibilidades de Nova Orleans com sua própria criatividade “marciana”, Travis conseguiu fazer por sua cidade – uma obra-prima profundamente furiosa do Sul.  Pesado e denso e agressivo e algo que só ele poderia fazer. O álbum chama-se Astroworld, referência ao nome do agora fechado parque de diversões Six Flags Astroworld, um lugar que cresceu frequentando. E embora eu tenha certeza de que ter um filho com uma pessoa tão conhecida como Kylie é desafiador, este próximo capítulo também virá com um monte de novos ouvintes querendo pegar uma vibe e entrar na onda.

Mais importante, porém, para Travis é que esse álbum “Acerta em cheio”. Seus amigos na sala, a maioria de Houston, dizem “Amém”.

Kylie Jenner e Travis Scott (Foto: Paola Kudacki)

Kylie Jenner é uma magnata. As pessoas adoram elogiar hiperbolicamente os Kardashians em nome da contra-intuição intelectual. E não é isso. De acordo com o jornal Women’s Wear Daily, a linha de cosméticos da Kylie fez quase meio bilhão de vendas nos primeiros 18 meses. Pense nisso. Não há como fazer declarações comparativas definitivas sobre a riqueza relativa do clã Kardashian (pelo menos não sem roubar o livro de contabilidade de Kris), mas tudo isso quer dizer que há uma chance de Kylie – a mais nova – ser mais rica que suas irmãs mais velhas, mais rica que a momager ™ e mais rica que seu cunhado, que criou o álbum My Beautiful Dark Twisted Fantasy e vendeu uma quantidade de tênis Yeezy que praticamente se equipara à quantidade de cheeseburgers que tem no McDonald’s. A Kylie Cosmetics se tornou uma das maneiras mais lucrativas de traduzir o poder da família Kardashian-Jenner. E foi tudo ideia dela. “Me envolvi na maquiagem porque ela tem o poder de fazer você se sentir melhor”, diz ela em uma casa em Calabasas (que não é dela) em que me pediu para não descrever em detalhes por razões de segurança. Ela me detalha sobre os planos de abrir lojas físicas para a Kylie Cosmetics no mundo todo: “Quero mesmo é criar uma experiência.” A maneira como ela descreve isso é muito modesta, mas extremamente elaborada. Eu não ficaria surpreso se ela estivesse preparando o terreno meses atrás e apenas esperando o momento perfeito para anunciar a estreia.

Você pode não se impressionar com o sucesso dela. E pensar: claro que ela é rica … ela nasceu rica. Mas considere: se o filho de um rico banqueiro superou seu pai e família inteira com uma fortuna de mais de cem milhões de dólares antes dos 21 anos, nós o consideraríamos um prodígio, mesmo com a vantagem inicial que ele teve na vida. E é importante lembrar que o negócio de cosméticos da Kylie foi construído pela persistência. Tudo começou com sua investida consistente na rede social. Ela viu oportunidades – cedo – que na verdade somente alguém de sua geração conseguiria intuir. Como sobre o verdadeiro poder do Snapchat. Ela criou um público tão grande que, quando declarou seu desgosto pelo novo design do Snapchat e parou de usá-lo no começo do ano, ajudou a matar o aplicativo. “Eu não sabia que tinha esse poder”, diz. E apesar de acreditar nela quando diz que não tentou intencionalmente destruir o Snapchat, não acredito quando diz não saber que tinha tal poder. Dava pra ver nos olhos dela. Ela sabia. Sabia que tinha o poder na época, e sabe que esse poder só cresce.

Há um episódio do reality Keeping Up with the Kardashians, no qual Scott Disick contrata um médium espiritual para ajudá-lo a eliminar a “Maldição Kardashian”. Essa é a crença de que todos os homens que passam pela órbita Kardashian acabam tendo algum tipo de fracasso. No episódio de 2016, Kim fica “ofendida” com o rótulo. Isso deixou Kourtney tão perplexa que Lord Disick tentou explicar sobre o assunto como se estivesse tentando explicar Bitcoin para seu filho de 8 anos. O episódio conclui com Scott seguindo o conselho de seu novo médium espiritual, comprando um galo para sacrificar em um ritual, para então esperar quebrar a maldição. Ele é aconselhado a se vestir todo de branco e transferir sua energia para o galo. Não deixa mais ninguém o tocar. “Só pode ter minha energia”, avisa.

Travis Scott e Kylie Jenner  (Foto: Paola Kudacki)

A internet está muito mais familiarizada com o que a família aparenta ser. São milhares de “Por que ele”? Tweets seguem rapidamente após cada anúncio de namoro de Jenner-Kardashian. E quando Travis e Kylie confirmaram que estavam namorando, houve preocupação dos fãs. Travis está preocupado?

Você está realmente preocupado em ser vítima da maldição Kardashiana?

Eu nem quero saber do que esses cuzões acham. Não estou nem aí para essa merda. Kylie realmente gosta de mim por mim.

Você ficou nervoso com isso?

Cara, claro que não. Nervoso pelo que? Eu tô em outra, no meu próprio mundo. Então, venha também pro Astroworld. Não tô nem aí pra todas as outras merdas. Não me envolvo. Estou aqui. Kylie é diferente.

Você parece ser imune a muitas coisas. Quando foi a última vez que você chorou?
Quando minha filha nasceu. Assim que a ouvi chorando …

Você ficou na sala o tempo todo?
[Ele se empolga.] Pra caralho! Foi louco. Eu acompanhei a porra toda … a epidural e tudo. Louco.

Mais tarde, pergunto a Kylie sobre minha teoria a respeito da maldição. Não é uma surpresa para ela.

As pessoas dizem que você e suas irmãs destroem a vida dos homens que passam por suas vidas. Mas minha teoria é que talvez seja extremamente difícil voar tão alto. Vocês foram criadas para esse nível de fama – Travis e os outros homens não.

E é exatamente isso. Eles chegam e não conseguem lidar com isso.

Como você se certifica de que Travis não exploda?

Bem, para todas as matérias de notícias, eu consigo superá-las bem rápido. Trav, por exemplo, fica tipo “Espere … mas como você simplesmente supera isso?” Ele fica mais irritado com as coisas. Não é só ele. Já vi também o Jordyn [melhor amigo da Kylie] afetado. Acontece com todo mundo ao nosso redor que não está acostumado com isso. E nós pensamos, “Oh, isso vai passar um dia.” Eu sei que essas histórias não terão importância, então nem deixe que elas te afetem, sabe? Acho que você está correto. Mas não são apenas homens – são amigos, pessoas que vêm e simplesmente não sabem como lidar. É o negativo. Há muitas pessoas que nos amam, mas também um grande número de pessoas que não gostam da gente.

Então ele está se adaptando a tudo isso?

Eu não acho ele de boa com isso, mas ele consegue lidar, porque nós nos amamos e temos uma família. Com certeza, sei que ele não gosta da atenção. É por isso que fazemos de tudo para manter nosso relacionamento bastante privado, ou, se ele tem eventos ou algo assim, não venho. Porque quero que ele faça sua própria parada. Quero que ele seja ele. Não quero que seja Kylie e Trav. Se as pessoas nunca nos veem juntas, por mim tudo bem, porque o que a gente faz é entre a gente.

Quando foi a última vez que você chorou?
Ontem.

O que aconteceu?

Eu e Travis tivemos uma pequena briga. Que é normal. Então estava chorando apenas porque eu estava sobrecarregada. Não era nem mesmo sobre algo específico. Estava apenas sobrecarregada. Então nós fizemos as pazes depois. Voei para Houston apenas para vê-lo por algumas horas.

É onde você estava ontem! [Kylie e eu deveríamos ter tido nossa conversa no dia anterior, quando ela “pegou um avião” para um “assunto de família”.] Que fofo!

Sim. Porque nós estávamos brigando, e eu achei que só precisava ir. Não contei a ninguém onde ou por quê.

Uau.

Apenas porque somos uma família agora. Quando brigamos, geralmente acontece só porque ficamos longe um do outro por muito tempo e não nos vemos por, por exemplo, duas semanas. E temos Stormi agora, e eu não consigo viajar com ela. Ela é nova demais. Então é mais difícil de um ver o outro, mas pensei, eu só preciso ir consertar isso e voltar.

Travis me disse que ele é romântico. Quando o perguntei sobre a coisa mais romântica que já fez por você, ele fingiu pouco entusiasmo. O que você diria?

Assim! Quando aterrissei em Houston para fazer as pazes, ele – eu sempre dizia que queria muito um colar escrito “Stormi”, então quando desembarquei, ele fez um para mim. Mas provavelmente a coisa mais romântica que fez por mim foi quando, no meu aniversário, ele me acordou da cama às seis da manhã. Ele estava, “Nós temos que ir”, e eu meio adormecida, “O que você tá querendo dizer? O que você tá querendo dizer? ” E ele apenas começa a me puxar, com o sol acabando de nascer, e me mostra flores por toda a casa e violinos em todos os lugares.

O nervosinho?!

[risos] O nervosinho pode ter seu lado doce.

*Mark Anthony Green é editor de estilo do GQ US. Esta matéria apareceu originalmente na edição de agosto de 2018 com o título “Família Moderna”.

Fonte oficial: GQ

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