Lista GQ: 21 livros que valem a pena ter na estante – GQ

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O melhor presente é sempre um livro. Seja para si mesmo ou para outra pessoa, não tem tiro mais certeiro do que dar a alguém um pequeno encadernado contendo pelo menos uma boa história ou ideia.

Por isso reunímos as dicas da redação das obras que merecem ser compradas e lidas, desde os favoritos de 2018 até os desejos para 2019 – passando por clássicos atemporais.

Boa leitura.

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A Acusação, A Marca da Vitória, A Morte É Um Dia Que Vale A Pena Viver e A Vegetariana (Foto: Leandro Bicudo / Arte GQ)

A Acusação, Bandi (Biblioteca Azul)

É um livro de contos até que normal, sem muito charme narrativo em cada uma das histórias senão aquele que preenche nossas vidas cotidianas. O que está por trás dessa antologia, contudo, é o que vale a leitura. Os manuscritos originais foram contrabandeados para fora da Coreia do Norte pela fronteira com a China e não se sabe ao certo como isso aconteceu ou mesmo quem seria seu autor real – por isso a assinatura traz apenas o pseudônimo Bandi. Acesso direto à realidade do país mais fechado do mundo. (Por Felipe Blumen)

A Marca da Vitória: A Autobiografia do Criador da Nike, Phil Knight (Simon & Schuster)

Biografia do fundador da Nike, Phil Knight. Apesar de ter sido lançado em 2016, é um livro incrível que conta a trajetória quase impossível da maior empresa esportiva de todos os tempos. (Por Rodrigo Peirão)

A Morte é Um Dia Que Vale A Pena Viver, Ana Claudia Quintana Arantes (LeYa)

Apesar do título macabro, o livro da médica Ana Claudia Quintana Arantes nos faz refletir sobre como estamos enxergando a vida. Você vê o copo meio cheio ou meio vazio? Nossos dias estão sendo devidamente aproveitados? Com apenas 192 páginas, este livro vai te levar para uma viagem interna e fazer você começar 2019 com uma nova visão do mundo e da sua vida (Por Daphne Ruivo)

A Vegetariana, Han Kang (Todavia)

Usando como gancho a história de uma dona de casa que acorda certa manhã sem qualquer vontade de comer carne, Han Kang tece uma trama de loucura, horror e sensualidade num romance que virou cartão-postal de sua obra e da literatura sul-coreana num geral. Vencedor do Man Booker Prize em 2016, A Vegetariana foi relançado pela Todavia este ano nesta edição belíssima. E, acredite em nós: neste caso não há nada de errado em julgar um livro pela capa. (Por Leonardo Ávila)

Colheita Selvagem, Construir e Habitar, Creative Quest e Eu Sei Porque o Pássaro Canta na Gaiola (Foto: Leandro Bicudo / Arte GQ)

Colheita Selvagem – Uma história real sobre canibais, colonialismo e o misterioso desaparecimento de Michael Rockefeller na Nova Guiné, Carl Hoffman (Record)

Investigação que fala da excêntrica vida de Michael Kockefeller – filho de Nelson Rockfeller – e de seu sumiço. O autor sugere que ele tenha sido comido por canibais em um ritual sagrado. Enfim, sangue nas letras. (Por Ademir Corrêa)

Construir e habitar: Ética para uma cidade aberta, Richard Sennett (Record)

De suas experiências com escolas igualitárias nos EUA aos primeiros bulevares em Paris, Richard Sennett oferece um raio-x da relação entre arquitetura e ética no decorrer da História e ao redor do mundo. Leia e você nunca mais vai olhar para uma panorâmica de Barcelona da mesma maneira! (Por Leonardo Ávila)

Creative Quest, Questlove (Ecco Press Usa)

Lançado este ano, é basicamente um guia para a criatividade escrito por Questlove, baterista do The Roots, falando sobre suas inspirações, histórias e lições de como como viver o melhor da sua vida criativa. (Por Rodrigo Peirão)

Eu sei por que o pássaro canta na gaiola, Maya Angelou (Astral Cultural)

Neste clássico da literatura biográfica estadunidense, Angelou toca em temas sensíveis da sociedade e conta como se desprendeu de muitas amarras impostas pelo racismo por meio da literatura. (Por Rafael Monteiro)

Homem Livre, Maior Que O Mundo, O Deserto dos Tártaros e O Sol Na Cabeça (Foto: Leandro Bicudo / Arte GQ)

Homem Livre: Ao redor do mundo sobre uma bicicleta, Danilo Perrotti Machado e Gisele Mirabai (CIAO CIAO Editorial)

A história de uma viagem de bike ao redor do mundo. Danilo Perrotti Machado levou três anos, três meses e três dias para uma travessia por 59 países, 50 mil quilômetros e uma grande reflexão sobre o existir. (Por Mariana Menezes)

Maior que o Mundo, Reinaldo Moraes (Editora Alfaguara)

Nove anos depois do lançamento do aclamado Pornopopeia, Reinaldo Moraes lança Maior que o Mundo, cujo narrador é um escritor em busca da primeira frase de seu novo romance. Com literatura de alta qualidade, muito humor e uma boa dose de pornografia, Reinaldo mergulha na cena underground paulistana com marginais e fracassados. (Por Verrô Campos)

O Deserto dos Tártaros, Dino Buzzati (Nova Fronteira)

Obra-prima de Dino Buzzati, o livro conta a história do jovem tenente Giovanni Drogo, que vive à espera de uma invasão estrangeira que nunca acontece. A expectativa transforma-se na espera por uma razão de viver, na renúncia da juventude e na mistura de fantasia e realidade. (Por Mariana Menezes)

O Sol na Cabeça, Geovani Martins (Companhia das Letras)

Sua estreia na literatura narra a infância e adolescência nas favelas do Rio de Janeiro através de contos. O jovem hoje é apontado como o criador de uma nova linguagem na literatura brasileira. (Por Verrô Campos)

Os Contos, Sapiens, Tungstênio e Um Conto de Batman - Coma (Foto: Leandro Bicudo / Arte GQ)

Os contos, Lygia Fagundes Telles (Companhia das Letras)

Celebrando os 95 anos da escritora. a Companhia das Letras reúne nesta antologia todos os contos da primeira dama da literatura brasileira em uma edição vasta, elegante e indispensável para qualquer biblioteca. (Por Rafael Monteiro)

Sapiens (L&PM), Homo Deus (Companhia das Letras) e 21 Lições para o século 21 (Companhia das Letras),  Yuval Noah Harari

Não são novos, mas são para entender de onde viemos, para onde vamos e aonde estamos. (Por Dudi Machado)

Tungstênio, Marcello Quintanilha (Veneta)

É de 2014, mas o quadrinho de Marcello Quintanilha virou filme homônimo neste 2018 e você deve realmente ler antes de assistir. Da primeira à última página, o sotaque e as gírias soteropolitanas dão gosto especial a uma narrativa deliciosa em que histórias mais brasileiras impossíveis se misturam em meio ao calor de um dia de verão. (Por Felipe Blumen)

Um Conto de Batman – Coma, Scott Hampton (Abril Jovem)

A minissérie quinzenal lançada em 1997 em 3 edições não tem nada de Coringa, Pinguim ou aventuras por Gotham City. Nessa história, Bruce Wayne sofre um acidente automobilístico e entra em estado de coma. Resta agora enfrentar todos os conflitos dentro de sua mente, para sair da beira da morte e voltar forte o suficiente para proteger Gotham de todos os perigos do dia-a-dia. Uma curiosidade legal dessa história, é que no subconsciente de Bruce Wayne, ele é Batman e não Bruce Wayne. (Por Leandro Bicudo)

Uma Vida Com Propósito, Vira-Lata De Raça e Valsa Brasileira (Foto: Leandro Bicudo / Arte GQ)

Uma Vida Com Propósito – Para Que Estou Na Terra?, Rick Warren (Vida Livros)

Se você estiver perdido ou não souber qual caminho seguir em 2019, o livro Uma Vida Com Propósito pode te ajudar. Com exercícios diários, o livro guia por 40 dias para analisar suas ações e repensá-las em como mudar para seguir a vida mais leve. (Por Daphne Ruivo)

Vira-lata de Raça: Memórias, Ney Matogrosso (Tordesilhas)

“Não me enquadro em nada, mas ainda insistem em me rotular”, diz Ney em trecho de suas memórias. (Por Ademir Corrêa)

Valsa brasileira: do boom ao caos econômico, Laura Carvalho (Todavia)

De maneira didática, a economista tenta explicar os erros econômicos da esquerda brasileira na tentativa de diminuir as desigualdades e as alternativas viáveis para criar um Estado de bem-estar social em nosso país. (Por Rafael Monteiro)

Fonte oficial: GQ

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