Lista GQ: 5 dicas literárias da redação – GQ

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(Foto: Getty Images)

Vozes de Tchernóbil – Svetlana Alexiévich

Maior sensação da TV em 2019, a minissérie Chernobyl não veio do nada. Claro, é baseada em uma história real. Mas seu conteúdo verídico vem principalmente de alguns dos relatos sobre o desastre nuclear soviético coletados pela jornalista e escritora Svetlana Alexiévich. Ganhadora do Nobel De Literatura, a bielorrussa reúne em Vozes de Tchernóbil (grafado tal qual a pronúncia em seu país natal) histórias de sobreviventes, familiares e gente que se envolveu por vontade própria ou acaso com o caos surgido a partir da explosão do reator em 26 de abril de 1986. De formas distintas, ora falando de amor, ora de morte e até de gatinhos perdidos, os monólogos são de embrulhar o estômago.
– Felipe Blumen, editor

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Bula Para Uma Vida Inadequada – Yuri Al’Hanati

Outro título não resumiria melhor o livro de Al’Hanati, por si só um inadequado – ou desajustado – expectador da vida. Em sua estreia cmo cronista, o criador da plataforma de crítica literária Livrada! compartilha seus tantos pontos de interrogação sobre o cotidiano e sobre o trivial: um jogo de futebol visto de um distante prédio vizinho; a balconista de um restaurante e sua implacável redução dos clientes a um número de CPF; o jogo de pinball como representação da vida: tudo ganha contornos igualmente divertidos e melancólicos sob as características lentes de Yuri.
– Eduardo do Valle, editor

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História da Vida Privada no Brasil – Fernando A. Novais

Muitas vezes é um bom gancho que faz um bom livro. Uma verdade que serve também para clássicos da não-ficção. Um exemplo é a coletânea História da Vida Privada – e em extensão, a versão brasileira dirigida por Fernando A. Novais. Trata-se de livros de História que não estão preocupados com imperadores, reis e rainhas ou grandes guerras, mas com o desenvolvimento da vida rotineira, de como construímos relações e nossos cantinhos nas sombras dos grandes acontecimentos históricos. E, se além de um bom gancho, a obra em questão é portátil e fácil de carregar até em uma dessas bolsas de pescoço, ora, não faz mal algum! É o que propõe o relançamento da Cia. Das Letras, que está transformando os volumes em ótimas edições de bolso.
– Leonardo Ávila, produtor de conteúdo

(Foto: Divulgação)

Ainda Estou Aqui – Marcelo Rubens Paiva

Se você ainda não leu essa obra prima, talvez o melhor romance de Marcelo Rubens Paiva, leia. Nele, o desaparecimento de seu pai, o deputado Rubens Paiva, quando Marcelo tinha 8 anos, ganha nova luz graças à Comissão da Verdade. Mas a protagonista é sua mãe, Eunice Paiva, morta neste ano, que, como disse o escritor no podcast GQ Letras “uma pessoa até mais importante que o meu pai na luta pela redemocratização do país”. O que fez Marcelo escrever o livro? “As manifestações pela volta da ditadura. Essas pessoas precisavam saber o que aconteceu”, conta ele no podcast da GQ.
– Verrô Campos, editora de Lifestyle

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As Areias do Imperador – Mia Couto

Assim como Elena Ferrante e sua série napolitana, estes romances históricos de Mia Couto são para quem tem preconceitos com trilogias literárias. As Areias do Imperador – que inclui Mulheres de Cinzas, Sombras da Água e O Bebedor de Horizontes – se passa nos últimos momentos do Estado de Gaza, um gigantesco império africano que, em certo ponto, chegou a abraçar metade de Moçambique e se estendeu até os finalmentes do séc. 19. A história acompanha um soldado português e uma jovem da etnia Vatxopi, cujos caminhos se cruzam em circunstâncias calamitosas, em mundo que se encontra em algum lugar entre a magia e a guerra.
– Leonardo Ávila, produtor de conteúdo

(Foto: Divulgação)

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Fonte oficial: GQ

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