Loja centenária de brinquedos volta à ativa com estratégias tech e de wellness – GQ

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Você deve se lembrar de Esqueceram de Mim 2 por ao menos três coisas: o último longa da série a estrelar Macaulay Culkin, a aparição de Donald Trump e, por fim, aquela loja de brinquedos comicamente gigante. Era um set inspirado na FAO Scharz, então a maior loja de seu tipo em Nova York, basicamente a meca de todas as coisas com rodinhas de plástico, que fazem barulhos engraçados ou cobertas de pelúcia na Big Apple. Mas acredite: como os outros notáveis desta nossa lista, a empresa de brinquedos também passou por momentos estranhos nos últimos tempos: aquisições mal sucedidas, dois processos de falência e o fim de suas operações em 2015.

Pouco mais de três anos depois, o cenário é outro: depois de testar as águas do ecommerce em 2017 e reabrir no Rockefeller Plaza em novembro de 2018 – completo com aquele teclado gigante de Quero ser Grande -, a FAO Schwarz planeja fazer frente ao legado da Toys ‘R’ Us com um foco em grandes experiências.

A primeira é tecnológica. Os visitantes têm experiências interativas com os produtos, incluindo uma touchscreen pela qual crianças podem montar carrinhos de controle remoto, momentos ‘instagramáveis’ e a possibilidade de usar seus iPhones e iPads para realizar pagamentos. Eventos também são destaque: a empresa tem um calendário de ‘adoção’ de bonecas, por exemplo, completo com funcionários vestidos como enfermeiros e certidões de nascimento de faz de conta.

Mais pra frente, a loja pretende vender mais do que brinquedos e doces. Há planos de oferecer soluções no ramo de vestuário e wellness no futuro próximo.

Piano do FAO Schwarz (Foto: Getty Images)

“Uma das coisas que sepultou a Toys ‘R’ Us foi a embalagem na prateleira que você não poderia tocar ou sentir, interagir”, diz Susan Cantor, CEO da agência de marketing Red Peak para o site Digiday. “Eles estudaram as falhas na indústria dos brinquedos e analisaram as vulnerabilidades da experiência Amazon”, completa.

A loja, fundada pelo imigrante alemão Frederick August Otto Schwarzum em Baltimore em 1862, virou parada obrigatória em Manhattan depois de abrir seu primeiro ponto no prédio da General Motors na quinta avenida. Desde então, e durante uma série de dificuldades, a loja passou por diversos donos: fundos de investimentos, uma editora de revistas e uma loja de departamentos. A marca foi da própria Toy ‘R’ Us entre 2009 e 2015, antes de ser adquirida pela empresa de capital de risco ThreeSixty em 2016.

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Até então, o chamariz da FAO foi um conjunto de produtos suntuosos vendidos exclusivamente em suas lojas e uma baita força de marca – destas que só uma empresa com mais de 150 anos tem. Em 2008, a Business Insider chegou a brincar com a ideia que celebridades – e o buzz de suas visitas ao endereço em Nova York – estariam mantendo a marca funcionando depois do processo de falência declarado em 2004.

Hoje, por outro lado, a companhia planeja trabalhar com inventário menos custoso e a presença em diversas lojas de diversos tamanhos, por onde pode colher taxas de franquia.

Fonte oficial: GQ

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