‘Meu match musical seria com Djavan’, diz Xênia França – GQ

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Ela fez parte do primeiro Festival Melanina, em Brasília, voltado para manifestações da cultura negra. Seu clipe mais recente é Pra que Me Chamas?, do álbum homônimo de 2017. Antes de sua incursão solo, ela foi a voz feminina da banda Aláfia, que lançou o disco Corpura em 2015.

Com vocês, Xênia França. (Instagram: 54.840 seguidores / YouTube: 731.067 visualizações / Spotify: 52.618 ouvintes mensais*)

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GQ Brasil – Disco, digital, YouTube ou show?

Xênia França – São mídias diferentes que fazem a gente atingir o público de maneiras distintas. Eu gosto de todas. O processo de feitura de um disco é mágico, superpessoal e, depois que a gente entrega, não tem mais controle. A galera tem tempo pra ouvir. No formato vinil, ainda tem um apego maior, porque tem o lance da arte se ampliar. Acho que CD é a plataforma que a galera tem menos apego, acho. Mas eu gosto de todas. Eu consumo todas de formas diferentes.

GQ Brasil – Música que você está ouvindo agora?

Xênia França – Tenho ouvido muito SZA. Escuto muito artistas negros contemporâneos, afro-americanos. Tem Noname, The Internet. Ouço muita coisa nova, mas também Milton Nascimento, Gilberto Gil, até da minha galera daqui, como Luedji Luna.

GQ Brasil – O featuring perfeito com você seria com quem?

Xênia França – Meu grande match musical seria com Djavan.

GQ Brasil – Um look ideal pra show seria?

Xênia França – Look está relacionado à estética do meu trabalho. Eu prezo muito por conforto no palco, porque eu danço e me mexo muito e interajo muito com os músicos da minha banda. Eu gosto muito de styling e acho que consegui encontrar o equilíbrio com styling com a Ana Wainer, que me veste. Gosto muito de roupas que têm design, um olhar artístico. Tenho usado muito macacão, casacos oversized e tênis. Um look perfeito para o meu show é: beleza mais conforto.

GQ Brasil – Sua vida é um Instagram aberto? Comente?

Xênia França – Acho que é, sim. Meu instagram é aberto, mas não coloco tudo que eu vivo lá. Sou uma pessoa muito honesta comigo, então acabo sendo honesta com as pessoas, com o meu público e com a minha arte.

GQ Brasil – Pagaria para tocar nas rádios ou pagaria para ter mais seguidores?

Xênia França – Nenhum dos dois. Desde que eu comecei a trabalhar com música, eu sempre tentei ser o mais honesta comigo. Fazer uma arte que contemple a minha natureza e quem eu sou. Sou feliz pelos fãs e seguidores que tenho até agora. São pessoas muito fiéis e leais. Ouvem, curte, me mandam feedback. Claro que todo artista quer tocar para todo mundo, mas acho que eu não seria feliz de saber que aqueles seguidores ou ouvintes não estão conectados na profundidade do trabalho. Fico feliz de no meu primeiro disco já ter essa fan base e essa galera que já me acompanha tão fielmente. Eu quero ir passo a passo.

GQ Brasil – Já escreveu música pra conquistar alguém? Deu certo?

Xênia França – Eu nunca fiz, mas eu faria se eu percebesse que essa seria a minha arma secreta para conquistar.

GQ Brasil – Um disco clássico? Um guilty pleasure?

Xênia FrançaOff the Wall, do Michael Jackson, que foi produzido por Quincy Jones. Eu ouço de tudo. O Brasil é riquíssimo. Seria injusto eu dizer que ouço alguma música com culpa.

GQ Brasil – Uma música pra cantar no banho?

Xênia França – Eu amo cantar Whitney Houston. Aquelas que doem o coração.

Stylist: Luiz Bonassoli. Grooming: Roni Modesto. Assistentes de Fotografia: Adrian Ikematsu e Thaisa Nogueira. 
*Números de 22/10/2018

Fonte oficial: GQ

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