Microsoft avança sua política de licença paternidade – GQ

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A discussão a respeito da licença-paternidade ganhou mais um capítulo na semana passada. Na última quinta-feira (30), a Microsoft anunciou uma estensão de sua política de licença pais e mães: em 2020 ela passará a valer também para empresas que terceirizam serviços para a companhia.

São 12 semanas (ou 3 meses) de ausência remunerada, recebendo 66% do salário ou 1000 dólares por mês para casos de nascimento e adoção. O valor é considerado um mínimo; a Microsoft não planeja atropelar leis locais ou programas já existentes dentro das empresas cujos serviços emprega.

“A licença é boa tanto para funcionários quanto empregadores, e é a medida correta para nosso negócio”, disse Dev Stahlkopf, vice-presidente corporativo e conselheiro geral da Microsoft, em post no blog oficial da empresa. “Ao implementar esse requerimento, nós fomos capazes de focar recursos em negócios que divide conosco nossos compromissos”.

Com a medida, a Microsoft tenta equiparar a situação de seus terceirizados e empregados. A regra vai valer para companhias parceiras com até 50 funcionários ou que realizem funções essenciais. Fora da cobertura estão indivíduos que terceirizam serviços para a gigante tech.

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Até 2020, a Microsoft tem tempo para definir as novas regras com parceiras. “Entendemos que isso vai resultar em maior custo, e vamos definir processos com nossas fornecedoras para responder a este problema”, explica Dan.

Soluções como a da Microsoft encontram respaldo em legislação já existente. No caso, a empresa tech se baseou na lei vingente em Washington, que em 2020 deve estender benefícios similares ao estado – até 12 semanas recebendo mil dólares/mês no máximo, para homens e mulheres. Mas o país como um todo está atrasado no assunto: os EUA é o único país desenvolvido que não apresenta um programa de licença para pais e mães subsidiado pelo governo.

No Brasil, que é um dos primeiros países a oferecer licença-paternidade ainda em 1943, algumas empresas trazem saídas diversas ao problema, apostando em dias remunerados fora do trabalho ou jornadas remotas ou reduzidas. Mas, ao menos até 2017, apenas 12% das mais de160 mil companhias que participam do programa Empresa Cidadã oferece os 20 dias de licença-paternidade como diz lei sancionada por Dilma Rousseff em 2016.

Fonte oficial: GQ

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