Moda e música no Rio de Janeiro

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Aconteceu no último sábado (22.09) no Istituto Europeu di Design (IED-Rio), na Urca, Rio de Janeiro, mais uma edição da experiência global Levi’s Music Week, celebração da marca que criou o jeans em 1873 promovida todo mês de setembro ao redor do mundo com ações para reflexões sobre as causas defendidas como pilares que dialogam com a inclusão, diversidade, igualdade e sustentabilidade.

Nessa edição carioca a marca promoveu a auto-expressão e questionou em como é possível ajudar a todos à entenderem o impacto coletivo da música e da moda nas questões sociais mundiais.

Evento cheio e diverso contou com programação também democrática, para a abertura, o som da Dj Tamy Reis tocava enquanto o designer e artista Marlon Santos, da marca DNZL, o estilista aposta de 22 anos foi convidado para mostrar o seu trabalho, comandava a Tailor Shop da marca ao lado de uma exposição fotográfica mostrando todo o processo criativo que foi registrado em câmera analógica pela fotografa Jéssica Senra, outra boa aposta escolhida pelos alunos IED-Rio.

Uma das atrações mais aguardadas do dia foi um bate-papo sobre como a arte, música, moda e representatividade podem elevar a jornada de um artista e designer, com o tema “A Moda Transforma” o talk fo intermediado por Gláucia Neves, coordenadora do curso de Marketing de Moda do IED-Rio, com participação de Yamê Reis, professora do Istituto, Marlon Santos, Rebert Souza e Larissa Souto, alunos da casa e Lígia Parreira do Coletivo Afrocriadores.

O projeto que foi desenvolvido pelos alunos do curso de Marketing de Moda do IED-Rio puderam no evento vivenciar a concretização de suas ideias e da vontade de trazer o Marlon para perto. “Uma das ações desse evento é dar visibilidade para quem está começando na profissão e dividir as oportunidades”, contou a aluna Larissa Souto. “As coisas no Rio de Janeiro são muito voltadas para a Zona Sul e poder abrir esse leque é uma possibilidade de tornar o diálogo mais horizontal”, completa Rebert Souza, também aluno do Istituto.


Conhecido pela customização de peças com mensagens fortes e com referencias do seu próprio dia-a-dia, Marlon contou durante o talk sobre como o seu processo criativo transita entre a moda, a rua e a música. “Quando começo a criar tenho que estar sentindo alguma coisa, tenho que estar escutando alguma coisa pois é uma troca de energia a criação.”

A Ligia Parreira, do Afrocriadores também discursou sobre a importância de abrir espaços para a moda decolonial. “Moda não é apenas fazer roupa, não existe arte e design sem ideologia. O Afrocriadores, por exemplo, é uma reação da moda elitista e gordofóbica e procura fazer narrativas genuínas onde enxerga na criação a potência de empreender e fazer da moda um movimento ideológico. Fico feliz de ver as caras da moda “enegrecendo” e que as narrativas periféricas estão sendo estampadas hoje.”

O evento se encerrou com a presença de um dos maiores nomes representativos do rap nacional, BK, que vestia conjunto jeans Levi’s customizado especialmente pelo neodesigner Marlon Santos e terminou com o som de Glau Tavares, da Batekoo, o importante manifesto musical do movimento negro e LGBTQIA+ no Brasil.

“A arte salva. Nos momentos que vivemos hoje nada melhor que a arte e a música para nos salvar”, disse BK no mini documentário apresentado sobre o processo criativo do designer Marlon Santos.

Fonte oficial: GQ

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