No Japão, Microsoft esquenta debate sobre semanas de quatro dias de trabalho – GQ

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A diminuição da carga horária é tema importante no país, onde as jornadas trabalhadas são algumas das amiores do mundo (Foto: Getty Images)

Funcionários da Microsoft no Japão tiveram um agosto diferente do comum: no decorrer do mês, eles foram trabalhar apenas 4 dias por semana. Toda sexta-feira de agosto foi folga remunerada para trabalhadores em tempo integral da companhia, movimento que fez parte de uma iniciativa interna chamada ‘Work-Life Choice Challenge’, cujo objetivo é entender o impacto produtivo de reconfigurar a semana tradicional de trabalho – e como isto pode beneficiar sua força de trabalho.

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O desafio não ficou apenas na dimunição dos dias úteis. O programa incluiu investimentos diversos focados no que os funcionários podem fazer neste tempo livre: a companhia ofereceu ajuda financeira para quem procurava começar um curso, se inscrever em academias ou mesmo viajar com a família.

A iniciativa construiu as bases para uma nova edição do desafio, que deve ocorrer ainda no fim deste ano.

O resultado do experimento? Ele ocorreu simultaneamente a um aumento mensal de 39,9% nas vendas. E houve um punhado de eficiências: o consumo de energia caiu 23% mês a mês, e a quantidade de folhas impressas despencou 58,7% (o programa também incluia planos para tornarem reuniões mais breves e digitais). No fim das contas, 92,1% dos funcionários foram a favor das semanas curtas, e 97% aprovaram o tempo extra passado com familiares e amigos.

A notícia acontece em um contexto particular: o Japão é um dos países onde mais se trabalha. Em 2017, um quarto das empresas locais contavam com trabalhadores cujas jornadas ultrapassavam as 80 horas semanais – geralmente sem o pagamento de horas extras. O governo Shinzo Abe vem combatendo estes excessos e o país encara uma força de trabalho que deve ser menor e mais velha no futuro próximo.

O objetivo da semana de quatro dias, no entanto, não é unanimidade ao redor do mundo. O governo de Utah, nos EUA, por exemplo, chegou a implementar esta ideia em 2009, mas a abandonou em 2011 devido à reclamação de negócios e cidadãos – que passaram a não ter acesso a servidores públicos nas sextas-feiras – e à economia em itens como energia, que não foram tão impactantes quanto o esperado.

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Fonte oficial: GQ

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