Nos 80 anos de Paulo Lemann, 10 lições do homem mais rico do Brasil para tempos de crise – Notas – Glamurama

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Jorge Paulo Lemann || Créditos: Reprodução

Há onze anos, em plena crise financeira que eventualmente culminou com a quebra do banco Lehman Brothers, Jorge Paulo Lemann anunciava o maior negócio de sua vida até então: a compra da cervejaria americana Anheuser-Busch (mais tarde rebatizada como Anheuser-Busch InBev), fabricante da Budweiser, por US$ 52 bilhões (R$ 214,4 bilhões). Não foi a primeira vez que Lemann – o aniversariante dessa segunda-feira, data em que ele completa 80 anos de vida – dava uma cartada de mestre em um momento de instabilidade econômica.

Uma década antes da compra multibilionária, em 1998, ano marcado pela crise da Rússia e que precedeu a forte desvalorização do real em 1999, o homem mais rico do Brasil se viu forçado a vender o banco Garantia, que ele criou do zero com o objetivo de transformar a instituição no “Goldman Sachs brasileiro”, para os suíços do Credit Suisse. Salvou o negócio e, de quebra, a própria fortuna, atualmente estimada em US$ 27,9 bilhões (R$ 102,7 bilhões).

Por essas e outras que Lemann é conhecido no ambiente corporativo global como alguém que não se intimida por dificuldades, mas sim como astuto investidor que sabe tirar proveito delas, algo que ele faz questão de salientar nas raras entrevistas que concede. Para celebrar o aniversário do maior empresário do Brasil na atualidade, Glamurama selecionou algumas frases de Lemann sobre que evidenciam que o fracasso, às vezes, é somente a preparação para o sucesso. Confira:

1. “A coisa nunca é uma linha reta, sempre tem altos e baixos. O importante é aprender com as dificuldades e sempre ver nas dificuldades uma oportunidade.”

2. “O maior risco é não correr riscos, não dá para ficar sem correr nenhum risco, senão você não faz nada.”

3. “Os pais educam os filhos para que dê sempre tudo certo. E esquecem que fazendo besteira se aprende muita coisa também. Deixem os filhos fazerem burradas.”

4. “A maioria das pessoas olha a carreira de um empresário, vê só o sucesso, e acha que se chega lá com facilidade. O empresário aparece se ele foi bem sucedido ou se ele faliu. Mas o que está no meio, sobretudo as dificuldades, não aparece.”

5. “Eu acho que os empreendedores salvarão o Brasil. Peço que eles não desanimem na primeira dificuldade, peço que eles continuem.”

6. “Comecei a jogar tênis com 7 anos. Com 9 anos perdi para meu grande rival na época. Depois, aos 11 anos, perdi para um boliviano. Isso me preparou para perder. Toda vez eu analisava porque tinha perdido, e tentava me preparar para a próxima. Entendi que sem esforço não tem resultado.”

7. “Quando voltei para o Brasil [depois de estudar em Harvard], me juntei a pessoas das melhores faculdades americanas, e montamos uma financeira. Resultado: falimos em 4 anos. Aquilo foi um baque colossal. Eu tinha 26 anos, me achava o máximo, e descobri que não era tão esperto assim.”

8. “Você não aprende somente indo para a escola, indo para uma ‘business school’. Só aprende tendo participado, e tendo apanhado. Às vezes, muito.”

9. “Eu vejo o Brasil de hoje, cheio de dificuldades, todo mundo reclamando, vejo como um lugar de muitas oportunidades. Nós estamos aprendendo e vamos melhorar, daqui a pouco vai melhorar. Dificuldade gera a necessidade de melhorar”.

10. “Eu sempre tive sonhos. Eu queria ser o melhor tenista do mundo, depois queria ser o dono da melhor corretora, depois do maior banco de investimentos, depois da maior cervejaria do mundo. Em alguns você chega lá, em outros você não chega. Mas nessa caminhada você sempre vai se tornar uma pessoa melhor.”

Fonte oficial: Glamurama

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