Nos EUA, a Uber busca espaço também no transporte público – GQ

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(Foto: Getty Images)

Diferente do Brasil, a Uber é mais do que um serviço de caronas e entregas em sua terra natal, abraçando também plataformas de aluguel de bikes e patinetes elétricos, além de breves viagens de helicópteros e pesquisa sobre carros autônomos. E, desde 2015, a companhia também é uma presença crescente para quem usa transporte público.

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Levantamento do New York Times aponta que a Uber já firmou 20 contratos com prefeituras não só nos EUA, mas também no Canadá, Inglaterra e Austrália, por onde vende bilhetes através do app e oferece transporte para usuários do sistema que tenham dificuldades de locomoção. Há ainda parcerias entre ambas as partes que prevê subsídios locais sobre o valor da carona via Uber, oferecendo à população distante da malha pública de transporte uma solução barata, cujo valor é mais próximo de um bilhete de metrô. Em Dallas, por exemplo, é possível pagar 5 dólares por corrida.

A medida visa oferecer à Uber um campo de operação que vai bem além do chamado ‘last mile’, a última etapa do traslado cotidiano de uma pessoa, que é quando ela depende, digamos, de uma bicicleta ou das próprias pernas. Estes contratos harmonizam com o que o Uber já faz e, o resultado final, conforme disse David Reich, do Uber, à NYT, é: “Quando você está tirando seu celular do bolso e decidindo onde precisa ir, queremos ser a primeira coisa a ser aberta”. 

A novidade ainda responde a uma pequena fração de todas as viagens de transporte público de uma cidade. Em Denver, das 322 mil viagens diárias no sistema público, apenas 3,5 mil foram feitas via Uber. (É, número meio surpreendente esses 322 mil não? Mas muitas cidades nos EUA sofrem de sistemas de transporte público subutilizados, um problema que a Uber busca resolver com sua solução, mas que, segundo especialistas, até então não tem sido aliviado pelos apps de caronas, que se negam a abrir informações que podem ajudar prefeituras a planetar rotas futuras).

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Fonte oficial: GQ

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