O futuro da realidade virtual no Facebook está na corda bamba – GQ

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Se o Portal te fez pensar “uau, um aparelho do Facebook na minha casa, agora já vi de tudo mesmo”, lembre-se do Oculus Rift. Parte da primeira leva de dispositivos para realidade virtual de alta definição, lançado em 2016, sua fabricante, a Oculus VR, foi adquirida pelo Facebook lá em 2014. A ideia era levar a rede ao – ainda inviável – paradigma do realidade virtual. “A Oculus tem o potencial para criar a plataforma mais social da história e mudar o modo como nós trabalhamos, jogamos e nos comunicamos”, disse Mark Zuckerberg durante o anúncio da compra.

Corta para 2018 e os ânimos em Mountain View andam bem mais mornos. Brendan Iribe, cofundador da Oculus e chefe da iniciativa de VR em PCs do Facebook, anunciou nesta segunda-feira sua saída da companhia em post na rede social. Segundo apuração do site Tech Crunch, a história de Iribe não seria assim tão diferente das últimas saídas notáveis da companhia: diferenças profundas entre a Oculus e o Facebook, que resultariam em uma corrida na direção ao mínimo denominador comum. No caso, o Facebook apostaria suas fichas em aparelhos menos potentes, mas que não necessariamente precisassem de um PC para funcionar.

O Facebook reforçou posteriormente que o Oculus Rift 2, o próximo produto de alto desempenho da parceria, foi cancelado, mas disse estar trabalhando em produtos conectados ao computador e também no próximo passo do Rift. É provável que as duas coisas não andem juntas. Afinal, a gigante tech vem investindo em aparelhos independentes, como o modelo de entrada Oculus Go e o vindouro Oculus Quest – que virá com sensores de movimento e não contará com cabos ou mesmo a necessidade de se conectar a coisa alguma. 

Brendan Iribe esteve com a Oculus desde a campanha de financiamento coletivo em 2012 que transformou sua startup em um player importante do mercado VR. Ele se manteve como CEO até 2016, quando passou a responder apenas pela divisão de PCs. Palmer Luckey, colega de Iribe na fundação da empresa, deixou o Facebook no início de 2017 por decisão da empresa.

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O X da questão é quando a tecnologia VR, por enquanto relegada a dispositivos caros e oferta meio insuficiente de serviços marcantes, vai realmente vingar. O mais acessível Oculus Gear VR hoje em dia faz parte de pacotes com celulares Galaxy. Mas ele ainda integra um mercado reduzido, que moveu apenas 1,2 milhões de óculos VR no início deste ano. E que funções e formatos usar para atrair consumidores céticos parece ser o dilema do Facebook no momento.

Fonte oficial: GQ

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