O futuro dos smartwatches Android são baterias que podem durar uma semana – GQ

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O Wear OS, sistema operacional que move smartwatches compatíveis com Android, anda um tanto morno em atualizações escassas e poucos novos anúncios. Fabricantes de componentes para relógios Android seguem um caminho similar: vide a empresa de processadores Qualcomm, que não lança um novo chip para wearables do tipo há dois anos e meio.

O jejum termina nesta segunda-feira (10) com o anúncio da nova geração de processadores Wear 3100, e com o fim dele a Qualcomm joga luz no que aguarda o futuro destes smartwatches. A ordem? Economizar bateria a todo custo.

A companhia chinesa aponta que seus novos chips vêm com um processador secundário de baixo custo de energia, responsável por assumir as tarefas do relógio quando apenas os sensores e o display ambiente estão ativos. O co-processador seria capaz de gastar 20 vezes menos bateria que a unidade principal, diz a Qualcomm.

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Considere também que um smartwatch passa em média 95% do tempo apenas usando as mesmas duas funcionalidades que o processador secundário foi feito para realizar – sensores e a tela padrão – e isso pode significar uma boa duração de bateria. A Qualcomm aponta que um modelo Wear OS pode aguentar mais de um dia de uso.

Se você precisa de um pouco mais de fôlego do que isso, aparelhos alimentados pelo Wear 3100 podem desligar discretamente boa parte das funções para impedir uso excessivo da bateria em momentos de emergência. Funcionando basicamente como um relógio digital – sem a possíblidade de transmitir notificações – o smartwatch pode durar uma semana a partir de 20% de bateria.

Melhorias no GPS e um ambiente aberto para desenvolvedores criarem soluções de biometria são outros destaques da nova geração de chips movendo relógios Android. Mas por ora, ainda tem gostinho de conjectura: saberemos ao certo mais para o fim do ano, quando os primeiros modelos movidos pelo Wear 3100 chegarem ao mercado americano. Fossil, Louis Vuitton e Montblanc estão entre as fabricantes desenvolvendo smartwatches de luxo com a nova tecnologia.

Fonte oficial: GQ

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