O home office em números: muitos querem, nem todo mundo faz – GQ

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Se é ou não a resposta para trabalho mais produtivo e inteligente, pelo menos é fato que muita gente quer ter uma rotina de trabalho que também inclua home office. 62% consideram que o ambiente de trabalho moderno não existe sem a chance de por ter uma jornada de casa, segundo dados do Ibope divulgados na última sexta-feira (27). Não é exatamente a resposta mais direta, então para entender o impacto deste número, vale considerar este outro: o levantamento aponta que 96% acham que modernizar o ambiente em que se trabalha é importante ou muito importante. Ou seja: ficar em casa pode ser um fator fundamental para quem procura um emprego.

No entanto, o home office segue não sendo das práticas mais comuns: 53% dos prifissionais entrevistados relataram nunca poderem fazer trabalho em casa (são 51% deles no setor privado e 68% no público). A realidade então não é para todo mundo, mas este é um número nada modesto se considerar dados até de 3 anos atrás – para se ter uma ideia, 2,6% trabalhadores americanos faziam trabalho remoto mais da metade do tempo em 2015; já o Ibope sugere que este ano no Brasil, são quase 20% dos profissionais.

Além disso, a possibilidade de trabalhar em regime home office ou com flexibilidade de horário está entre as maiores vantagens de um escritório informatizado (41%). 85% chegaram a informar estarem confortáveis com a ideia de reuniões não-presenciais, feitas por teleconferência ou serviços de VoIP.

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Como geralmente acontece nesse tipo de estudo, é preciso considerar algumas coisas: há um recorte populacional, por exemplo. Os 1500 entrevistados têm entre 25 e 34 anos, participam do mercado de trabalho mais informatizado e fazem parte das classes ABC. Não é certamente um reflexo do páis como um todo. E mesmo o futuro do home office é incerto. A Dell tem uma abordagem meio radical, mas a IBM e o Yahoo, por exemplo, deram passos atrás e chamaram funcionários de volta ao escritório, incertos com resultados insatifatórios.

O Ibope também considera que a Geração Z, nascida na metade dos anos 90 e entrando agora no mercado de trabalho, possa ter outras prioridades: conexão pessoal e colaboração entre setores da empresa entre eles. Em outras palavras, um pouco do bom e velho calor urbano.

Fonte oficial: GQ

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