O que você precisa saber sobre a crise da WeWork – GQ

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Adam Neumann, ex-CEO da WeWork (Foto: Getty Images for WeWork)

2019 é o ano das IPOs tech, mas a empresa de aluguel de escritórios WeWork vai ter que esperar um pouco mais para pular no barco – se é que isso vai acontecer. Originalmente preparada para abrir capital avaliada em US$ 47 bilhões, a empresa foi alvo de receio de investidores, desconfiados de seu modelo de negócios, valuation e governança corporativa.

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O clima tenso resultou no adiamento da oferta inicial pública, que deve ficar para o fim do ano, e na demissão do CEO Adam Neumann, que capitaneou o crescimento meteórico da WeWork e esteve envolvido em recentes escândalos envolvendo o uso indevido de ativos da empresa.

Nesta quinta-feira (26), dois dias após o anúncio de saída de Adam, três outros executivos próximos do ex-diretor executivo abandonaram a empresa (via Business Insider): Zvika Shachar, chefe de segurança global, Roni Bahar, diretor de desenvolvimento e Chris Hill, VP de produtos.

Dois novos CEOs assumem a We Company: Artie Minson e Sebastian Gunningham, ambos veteranos da casa. Adam, por sua vez, passa a ser um executivo sem poder decisório na empresa.


(Foto: Getty Images)

Se tem algo que a Uber e seu histórico pós-Travis Kalanick provam, é que suceder um CEO problemático e redirecionar a imagem da empresa não é tarefa simples – e muito menos rápida. Soma-se isso ao fato de que, para muitos investidores, a WeWork tem todo jeito de um negócio imobiliário alavancado por uma boa retórica – na visão de especialistas, o que move a roda da WeWork não são os espaços de trabalho disruptivos, mas o abocanhar de imóveis e lotes valiosos em toda cidade em que opera.

No meio de tudo isso, a diretoria estuda opções para reverter o cenário. Segundo a Forbes, o esforço pode envolver a venda de companhias adquiridas nos últimos dois anos e o fechamento de propriedades como a academia Rise by We, o centro educacional de computação Flatiron e uma escola privada, todos localizados em Nova York, sua cidade natal. Operações em países como China podem ser reconsideradas. A empresa deve ainda vender o jato privado Gulfstream G650 de Adam Neumann, adquirido por US$ 60 milhões. No total, 5 mil empregos podem estar em risco.

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Fonte oficial: GQ

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