Os 8 bares e restaurantes favoritos de Ernest Hemingway – GQ

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Ernest Hemingway não era apenas um grande escritor. Ele também era um jetsetter que adorava passar longos períodos em cidades como Paris, Madri, Pamplona, Veneza, Havana e Key West. Além de escrever, seu passatempo predileto era beber – muito. Mas não em qualquer lugar. Ele frequentava os melhores bares e restaurantes, do Ritz em Paris ao Harry’s Bar em Veneza, muitas vezes escrevendo sobre esses lugares em seus romances e contos, garantindo assim a fama de longa data desses estabelecimentos. Em homenagem ao aniversário de Hemingway – ele teria completado 119 anos neste sábado (21) – aqui estão alguns de seus lugares favoritos ao redor do mundo para um menu de primeira e bons drinks.

Hemingway Bar (Foto: divulgação)

The Ritz Paris
“Sempre que sonho com a vida após a morte”, escreveu Hemingway, “no céu a ação sempre acontece no Ritz de Paris”. O escritor costumava beber com F. Scott Fitzgerald no bar que agora leva seu nome. De todas as suas palhaçadas, uma das mais famosas foi quando ele invadiu o Ritz no final da Segunda Guerra Mundial com um grupo de soldados e declarou o lugar livre, pedindo champanhe para todos.

Brasserie Lipp (Foto: divulgação)

Brasserie Lipp
Quando jovem, Hemingway morava em um pequeno apartamento no Quartier Latin, em Paris. Em “Paris é uma festa”, ele conta que ia ao Musée du Luxembourg com o estômago vazio e apreciava ainda mais os Cézannes, porque estava com muita fome. Quando não aguentava mais, passava na Brasserie Lipp, no Boulevard Saint-Germain, para um litro de cerveja e pommes à l’huile com linguiça. Esta brasserie parisiense clássica ainda serve o prato.

Casa Botín (Foto: divulgação)

Casa Botín
Hemingway chamou a Casa Botín de melhor restaurante do mundo e contextualizou ali a cena final de “O Sol Também se Levanta”. Fundada em 1725, em Madrid, a Casa Botín ainda mantém o charme do século XVIII com fornos centenários, vigas de madeira antigas e móveis e decoração de época. O local é mais famoso por seus leitões e cordeiros, embora Hemingway aparentemente quisesse aprender a receita do proprietário Emilio González para a paella.

Cerveceria Alemana (Foto: divulgação)

Cerveceria Alemana
Aberta em 1904, na Plaza Santa Ana, em Madrid, a La Cervecería Alemana continua com a decoração (cercado por madeira escura e mesas de mármore) praticamente inalterada desde então. Hemingway muitas vezes bebeu lá na década de 1950, quando ele retornou a Madrid depois de reportar sobre a Guerra Civil Espanhola e a Segunda Guerra Mundial – às vezes acompanhado de Ava Gardner. É fácil imaginá-lo ali, bebendo litros da excelente cerveja do bar.

Café Iruña (Foto: divulgação)

Café Iruña
Hemingway gostava tanto de Pamplona (e o povo de Pamplona gostava tanto dele) que após a sua morte, a cidade nomeou uma rua em sua homenagem e ergueu uma estátua dele. Fundado em 1888, o Café Iruña, na Plaza del Castillo, foi o primeiro estabelecimento de Pamplona com eletricidade e seu vinho é um dos melhores da região. Hemingway descreveu o café em “O Sol Também se Levanta”.

Harry’s Bar (Foto: divulgação)

Harry’s Bar
O famoso Bar Harry’s, no Campo San Marco, em Veneza, serve clientes ilustres desde a sua inauguração, em 1931. Quando Hemingway ficou em Veneza durante o inverno de 1949-1950, passou grande parte de seu tempo no Harry’s Bar, onde tinha uma mesa sempre reservada para ele – muitas vezes bebia com o próprio proprietário, Giuseppe Cipriani. Hemingway mencionou o Harry’s Bar muitas vezes em seu romance “Na Outra Margem, Entre as Árvores”, que ele escreveu naquele inverno em Veneza.

La Bodeguita del Medio (Foto: divulgação)

La Bodeguita del Medio
O bar de Havana, Cuba, se autodenomina o berço do mojito, e é exatamente isso que Hemingway bebia lá. O local, aberto em 1942, era originalmente conhecido como Casa Martinez, em homenagem ao seu proprietário Angel Martinez. Uma placa preserva a citação assinada por Hemingway: “Meu mojito na Bodeguita del Medio e meu daiquiri na Floridita”.

La Floridita (Foto: divulgação)

La Floridita
Quando Hemingway morou em Havana nas décadas de 1930 e 1940, ele batia ponto diariamente no La Floridita, que orgulhosamente se autoproclama como “inventores do daiquiri”. O bar fica em La Habana Vieja, não muito longe do Hotel Ambos Mundos, onde Hemingway mantinha um quarto e escreveu “Por quem os sinos dobram”. O restaurante celebra seus laços com Hemingway com memorabilia, uma escultura de bronze em tamanho natural e pratos como o Gran Plato Hemingway com lagosta, peixe, camarão e legumes.

Fonte oficial: GQ

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