Os novos elétricos: você terá um carro híbrido num futuro próximo – GQ

17

Você certamente já ouviu falar que os carros elétricos são o futuro e que provavelmente terá um na sua garagem nos próximos anos. Mas também sabe que ainda é raro ver carros assim rodando pelas ruas do Brasil. Ao que tudo indica, isso está para mudar: nos últimos meses, montadoras de carros premium lançaram seus primeiros automóveis de volume que dispensam o motor a combustão. E alguns já estão confirmados para o mercado brasileiro.

A expectativa sobre eles é grande por dois motivos: são mais versáteis do que os elétricos à venda hoje e prometem rodar mais de 400 km com uma só carga das baterias. Na edição de maio da GQ, você conheceu os  modelos Tesla Model 3 e Toyota Mirai, que revolucionam o mercado de carros não poluentes. Agora, vai conhecer um pouco mais as principais características dos novos elétricos híbridos, além de saber quando devem dar
as caras por aqui.

+ Os carros elétricos que despertaram paixões no Salão do Automóvel
+ Príncipe Charles é primeiro da família real a adotar um carro elétrico

Motor (Foto: Divulgação)

A Mercedes apostará em um SUV como seu primeiro carro 100% elétrico. Batizado de EQC, terá dois motores, que prometem gerar mais de 400 cv de potência total e 78 kgfm de torque. Assim, chegará aos 100 km/h em 5,1 segundos. A autonomia será de 450 km com uma recarga completa, além de só precisar de 40 minutos para ir de 10% a 80% de carga em suas baterias. Ainda não existe previsão de chegada no Brasil.

Motor (Foto: Divulgação)

O híbrido Prius é um velho conhecido dos brasileiros, mas promete algumas novidades específicas para nosso mercado. Isso porque a montadora estuda lançar por aqui uma versão híbrida flex. Ou seja, além de rodar com gasolina e/ou eletricidade, o Prius vendido no Brasil seria capaz de consumir etanol. Na prática, o benefício maior não seria em autonomia, já que o etanol costuma render menos que a gasolina, mas melhoraria o custo-benefício do híbrido em estados em que o derivado da cana compensa mais que o do petróleo.

Motor (Foto: Divulgação)

A Audi também escolheu um SUV como primeiro modelo 100% elétrico. A escolha não é aleatória: essa é a categoria com maior perspectiva de crescimento em mercados estratégicos, como a China e os Estados Unidos. Se você acompanha o mercado de automóveis no Brasil, sabe que os utilitários esportivos também são preferência nacional. Ou seja: o E-tron já tem um pé no Brasil.

A Audi planeja vender o SUV elétrico por aqui no segundo semestre de 2019. A principal aposta dele em relação a outros elétricos à venda, como o BMW i3 e o i8, é a versatilidade: são mais de 600 litros de porta-malas e 2,90 metros de entre-eixos para garantir espaço aos passageiros. O porte o coloca entre os atuais Q5 e Q7 e a autonomia prometida é de 400 km com uma recarga. A montadora ainda não estima a faixa de preços.

Motor (Foto: Divulgação)

Até a Porsche, reconhecida por seus carros de alto desempenho, se rendeu e já se prepara para produzir o primeiro modelo que não consome uma gota de combustível. Mas fez questão de reforçar: ele será um elétrico com alma de esportivo. Essa é uma cutucada à Tesla, que forçou a indústria a aderir aos elétricos, mas é criticada por produzir carros que não são tão bons de dirigir.

O Taycan será apresentado no meio do ano que vem, mas pode ser visto no conceito das imagens desta página. Já sabemos que ele terá mais de 600 cv de potência e percorrerá 500 km com uma recarga das baterias. Além disso, um sistema de recarga rápida promete 100 km de autonomia em apenas 10 minutos. A meta é que o motorista não passe mais tempo recarregando seu carro do que ficaria em uma bomba de combustível. Já o 0 a 100 km/h será típico dos esportivos: menos de 3,5 segundos. As vendas no Brasil estão previstas para o segundo trimestre de 2020 e a Porsche espera que o Taycan fique entre o Panamera e o Cayenne.

Fonte oficial: GQ

​Os textos, informações e opiniões publicados neste espaço são de total responsabilidade do(a) autor(a). Logo, não correspondem, necessariamente, ao ponto de vista do Sixth Sense.

Comentários