Pais são mais atenciosos com filhas do que com filhos segundo estudo – GQ

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É oficial: aquela ideia popular de que o pai, geralmente, é mais chegado às filhas do que aos filhos foi comprovada cientificamente. Você pode acreditar que trata seus pequenos igualmente, mas, segundo estudo feito pela Emory University, nos Estados Unidos, você é, inconscientemente, mais atento e receptivo à sua menina do que ao seu menino.

É a primeira vez que pesquisadores examinam dados de longo prazo de exames de ressonância magnética em estudos sobre como os pais tratam filhas versus filhos. Trabalhos anteriores do mesmo assunto foram realizados com base em auto-relatos e observações laboratoriais curtas.

Para esse estudo, 52 pais (30 de meninas e 22 de meninos) passaram por exames cerebrais de ressonância magnética funcional enquanto visualizavam fotos de um adulto desconhecido, uma criança desconhecida e seu próprio filho com expressões faciais alegres, tristes ou neutras.

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Após esse experimento, ficou claro que os pais das filhas tinham respostas maiores às expressões faciais felizes de suas filhas em áreas do cérebro importantes para o processamento visual, como recompensa, regulação emocional e processamento facial, do que pais de filhos. Em uma descoberta que os pesquisadores não previam, os cérebros dos pais dos meninos reagiram mais fortemente às expressões faciais neutras de seus filhos, possivelmente porque estão respondendo às manifestações emocionais mais ambíguas dos pequenos do que das pequenas. Não houve diferença significativa nas respostas cerebrais dos participantes às expressões faciais tristes de filhos ou filhas.

De acordo com a autora do estudo, Jennifer Mascaro, se os pais estão mais presentes, atentos e abertos a expressar emoções às filhas, algo que pode ajudá-las a desenvolver mais empatia, por que pais de filhos não podem adotar a mesma abordagem com seus pequenos? “O fato de parecerem menos atentos às necessidades emocionais dos meninos, apesar de suas melhores intenções, é algo que os pais devem reconhecer”, alerta a pesquisadora.

Fonte oficial: GQ

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