Passou dos 45 anos? É hora de fazer uma colonoscopia – GQ

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Setembro é o mês escolhido pela Sociedade Brasileira de Coloproctologia para alertar a população sobre o câncer colorretal (intestino), doença menos difundida do que o câncer de  próstata e de mama, mas que está entre um dos mais frequentes no mundo, sendo o segundo mais incidente entre as mulheres e o terceiro entre os homens no Brasil.

De acordo com o INCA (Instituto Nacional do Câncer), 34,2 mil casos novos são registrados por ano no país. Desse número, 17,6 mil são mulheres e 16,6 mil são homens. O câncer colorretal acomete o intestino grosso (também conhecido como cólon, sendo que o reto é a porção final do intestino grosso). É tratável e, na maioria dos casos, curável ao ser detectado precocemente, ou seja, quando ainda não se espalhou para outros órgãos. Quando diagnosticado no início, as chances de sobrevivência chegam a 90%.

Por conta do aumento deste tipo de câncer em pacientes mais jovens, em maio deste ano, a Sociedade Americana do Câncer anunciou novas diretrizes em relação a prevenção, que incluem a recomendação da realização do exame de colonoscopia a partir dos 45 anos, a cada cinco anos. A indicação anteriormente era de que o exame fosse realizado a partir dos 50 anos. Um dos maiores obstáculos das instituições de saúde pública e privada e sociedades médicas, é superar os mitos que impedem que a população procure o médico e realize exames de prevenção.

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O consumo excessivo de carnes vermelhas e processadas, com alto teor de gordura e pouca fibra, associado a uma vida sedentária, são os principais fatores de risco que podem levar ao surgimento do câncer no intestino, além de outros fatores, como doença inflamatória intestinal, histórico familiar de câncer colorretal e algumas síndromes genéticas.

A oncologista do Centro Especializado em Oncologia do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, Dra. Renata D’Alpino alerta que o tabagismo e o abuso do álcool também são fatores determinantes nesse caso. “O ideal é que se tenha uma dieta rica em frutas e vegetais. Mais de 800g por dia pode reduzir o risco em 26%, além de incluir a ingestão de 25g a 30g por dia de fibras na alimentação”, comenta.

Fonte oficial: GQ

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