Perfumista francês entrega as 10 fragrâncias que fizeram história ao longo dos tempos – Notas – Glamurama

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Ranking com as 10 fragrâncias que marcaram as épocas || Créditos: Reprodução Instagram

A partir do século 20, o perfume passou a ter a mesma função das principais marcas: demonstrar status social. Glamurama convocou o perfumista francês Thierry Bessard, da casa de fragrâncias Robertet, para entregar as 10 fragrâncias que marcaram época.

Anos 1920

Perfume que mais traduz essa década é o Chanel nº 5, ícone até hoje. Fragrâncias exclusivas e caras eram objetos de desejo, porém inacessíveis para os “pobres mortais”. Para atender essa demanda, foram criados perfumes que traduzissem a mesma sensação, mas com um valor menor.

O Coty popularizou a perfumaria lançando em 1905 a fragrância L’Origan que é a expressão deste modelo. Logo após o término da Segunda Guerra Mundial, por motivos óbvios, não existiam mais perfumes franceses que desapareceram das prateleiras. Foi neste momento que surgiram as primeiras matérias primas sintéticas. Mais baratos, esses produtos ofereciam menor poder de fixação e difusão que os perfumes.

L’Origan (Coty) e Chanel nº 5  || Créditos: Divulgação

Anos 1960

Usar mais componentes concentrados era uma forma de compensar a baixa qualidade das matérias primas sintéticas quando compradas com as matérias primas naturais. Seguindo essa tendência, nos anos 1960, a Revlon lança o Charlie. Desenvolvido para um público mais jovem, esse perfume fez um sucesso muito grande nos Estados Unidos e no Reino Unido. Foi a primeira vez que um perfume americano conseguiu espaço de destaque no cenário internacional da perfumaria. Na mesma época, Cacharel lança Anais Anais, com toques românticos.

Charlie (Revlon) e Anais Anais (Cacharel) || Créditos: Divulgação

Anos 1970

Nos anos 1970, as fragrâncias representavam  um comportamento contestador e que exigia atitude com pitadas de sensualidade e de algo proibido. Até mesmo o nome de alguns perfumes remetiam a esse momento como o Opium, de Yves Saint Laurent, lançado em 1977.

Anos 1980

Nos anos 1980, o Poison (Christian Dior) e Obssession (Calvin Klein) ainda expressavam o desejo de sedução e conquista.

Poison (Christian Dior) e Obssession (Calvin Klein) || Créditos: Divulgação

Anos 1990

Já os anos 1990 as fragrâncias reservam algumas particularidades. Foi a era do “politicamente correto” e o desejo de simplicidade falava mais alto. Surgiram assim fragrâncias mais leves, suaves e transparentes. O perfume não era usado para impressionar e, sim, como cuidado pessoal. Dois exemplos: Eternity (Calvin Klein) e L’eaud D’issey (Issey Miyake). É nos anos 1990 que também surge uma nova tendência com o perfume unissex. O CK One (Calvin Klein) retrata bem essa era. Vale lembrar que os perfumes continuam discretos, suaves.

Eternity (Calvin Klein), L’eaud D’issey (Issey Miyake) e CK One (Calvin Klein)  || Créditos: Divulgação

Anos 2000

Nos anos 2000, surge uma nova categoria de perfumes, os “gourmand. As notas doces como as de café, chocolate, baunilha e caramelo, por exemplo, ganham cada vez mais espaço na perfumaria. O Angel, de Thierry Mugler, se consagrou nesta época. Inicialmente criado para mulheres mais maduras, caiu no gosto do público teen, que aprecia essas notas. Após passar por algumas adaptações, é sem dúvida um grande exemplo desta nova categoria. Como contraponto aos perfumes “mais doces”e com toques gourmand, na metade dos anos 2000, surgem criações com notas florais e frutais, com mais leveza. Um perfume que pode ser usado durante o dia, noite, no trabalho ou na festa. O J’ador, de Dior se encaixa neste exemplo, assim como o Bombshell de Victoria´s Secret, que embora tenha notas doces também apresenta toques frutados e florias.

Angel (Thierry Mugler), J’ador (Dior) e Bombshell (Victoria´s Secret) || Créditos: Divulgação

Fonte oficial: Glamurama

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