Pesquisa sugere benefício direto do canabidiol para o tratamento do câncer – GQ

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Ratos com câncer pancreático tratados com canabidiol e quimioterapia sobreviveram até três vezes mais tempo que aqueles que apenas passaram pela quimioterapia, aponta estudo da Queen Mary University publicado nesta segunda (30). Segundo os pesquisadores, o elemento inibe o GPR55 (um dos receptores acoplados à proteína G cuja disfunção está ligada a diversas doenças), sugerindo uma potencial propriedade anti-câncer.

O canabidiol é o componente não alucinógeno e não tóxico derivado da maconha e já apareceu como meios de aliviar alguns efeitos da quimioterapia, como a náusea. Este estudo, por outro lado, tenta entender como o composto pode ter impacto direto sobre o câncer. 

Como é de se imaginar, ainda é muito cedo para certezas. A pesquisa, realizada em Londres, se soma a outros testes laboratoriais realizados em animais, mas não há previsão para a realização de experiências com pacientes humanos. Os pesquisadores responsáveis pelo paper, no entanto, se mostram otimistas com o progresso. Não à toa: os testes encontrariam mais dificuldades fora do Reino Unido, em países como Estados Unidos e Brasil, onde o uso clínico do canabidiol para quadros de epilepsia e outros tratamentos ainda é ilegal – embora aqui haja soluções de importação ainda não muito acessíveis, mas disponíveis desde o ano passado

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“A expectativa de vida para pacientes de câncer pancreático mudou muito pouco nos últimos 40 anos porque há muito pouco tratamento disponível, e a maioria de natureza paliativa” diz o Dr. Marco Falasca no resumo da pesquisa. Difícil de diagnosticar e de evolução rápida, o câncer pancreático é responsável por cerca de 2% de todos os tipos de câncer diagnosticados no Brasil e por 4% do total de mortes por essa doença, segundo o Instituto Naciona do Câncer (INCA).

Fonte oficial: GQ

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