Pink tem hobbie revelado: fazer vinhos – GQ

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O segredo de Pink: “Achei meu segundo sonho” (Ilustração Débora Islas)

“Obrigada a todos pelo interesse em nossos vinhos. Esgotaram muito mais rápido do que imaginávamos. Ainda estamos crescendo, fazemos muito pouco vinho com todo nosso coração e respeito pela profissão e reverência à Terra”. Com essas palavras, Alecia Moore, a Pink, pediu desculpas em um post nas redes sociais por ter deixado muitos fãs só na vontade de experimentar seus vinhos.

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Fazer vinho está na moda entre músicos e atores. Um dos pioneiros foi o roqueiro Dave Matthews, que fundou a Blenheim Vineyards no estado americano da Virginia há mais de dez anos. Seguiram-se a ele muitos outros, como Sting (na Toscana), John Legend e Kate Hudson na Califórnia e Brad Pitt e Angelina Jolie com o rosé Miraval da Provence (França). Mas uma coisa eleva Pink há um patamar acima dos outros: ela dirige trator, passa dias na labuta da poda outonal e participa da colheita.

A parte mais incrível da história é que ela entrou nessa há seis anos, mas conseguiu manter tudo em segredo até pouco tempo atrás. Se apaixonou pela bebida nas viagens que fez quando tinha vinte e poucos anos (neste mês fará 40). “Descobri que (o vinho) pode ser o catalisador das melhores memórias que você terá na vida. Foi quando caí na toca do coelho, quando achei meu segundo sonho, embora à época eu não sacasse isso ainda”, reconhece.

Ela estudou o assunto muito mais do que qualquer outro famoso. Conseguiu o diploma do reputado WSET (Wine & Spirit Education Trust) estudando à noite depois dos shows e fez aulas na Universidade UC Davis. Foi visitar inúmeras regiões viníferas e pirou nos métodos artesanais de estrelas francesas como Lalou Bize-Leroy (Domaine Leroy) e Charly Foucault (Clos Rougeard), que elegeu como suas maiores inspirações. Com seu marido motoqueiro Carey Hart, continuou os cursos na faculdade Allan Hancock.

Em 2013, quando compraram sua vinícola no vale de Santa Ynez, na Califórnia,  resolveram se mudar de L.A para lá. “Surpreendentemente, o côté fazendeira foi o que mais me pegou. Podar as vinhas é uma das coisas que mais amo fazer, e o melhor jeito de ouvir um álbum novo do começo ao fim”, comenta. “Para mim, trata-se de ter terra debaixo das unhas”. Ela mesma plantou parte das vinhas de castas francesas como cabernet sauvignon e cabernet franc (tintas) e sauvignon blanc e sémillion (brancas) com a ajuda do marido e até da filhinha Willow, de oito anos. “Estamos fazendo algo que mistura arte, natureza, o Sol, a Lua, as estações, química… a ideia é deixar a Mãe Natureza falar por si própria.”

A crítica Esther Mobley, do San Francisco Chronicle, descreveu o cabernet franc como “uma suculenta explosão de framboesa . Os taninos têm a pegada táctil de um veludo”.

Infelizmente, os vinhos da Two Wolves – que custam entre US$ 60 e 90 a garrafa – não deverão chegar ao Brasil. Mas não tardará para surgirem em restaurantes dos EUA. Mesmo inacessíveis, já estão fazendo história. Com uma viticultura artesanal, sustentável, orgânica e familiar, são elegantes e cheios de personalidade e deixam cada casta de uva e parcela se expressarem sem maquiagem –tudo o que pedem hoje os consumidores bem-informados.

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Fonte oficial: GQ

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