Por que a Uber está acabando com o cargo de operador de carros autônomos? – GQ

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Nos Estados Unidos, a Uber já conta com uma frota de veículos capazes de dirgirem por si só. Por força de regulação, no entanto, todos os carros autônomos da companhia recentemente operando em cidades como Pittsburgh, Tempe, Toronto e São Francisco precisam ter um motorista no banco para casos de emergência – a experiência, afinal, não é nada tão radical quanto o carro 100% controlado por IA da GM e ideias do tipo.

Mas em reunião na tarde desta quarta-feira, a Uber anunciou a demissão de 100 motoristas da frota autônoma, um grupo de profissionais que compõem sua operação em Pittsburgh. Não só: a decisão também significa o fim de vagas desse tipo. Os operadores demitidos podem concorrer a outras posições na empresa, mas estes postos em específico? Eles já eram, segundo reporta o Quartz.

O motivo? Um recente caso de atropelamento em Tempe, no Arizona, que rolou em março e resultou na morte de uma pedestre de 49 anos de idade. O veículo autônomo estava em piloto automático e contava com a presença de uma motorista de segurança na noite do incidente. A polícia local comentou que o acidente era “completamente evitável” e reportou que a condutora estava distraída com seu smartphone quando o acidente aconteceu.

A demissão de 100 motoristas esta semana segue à de outros 300 no estado em maio, quando a companhia parou de operar com carros autônomos na região. Atualmente, não há veículos-robô rodando por lá, e nem em Pittsburgh – embora a companhia espere focar esforços na cidade assim como em São Francisco no futuro.

O Uber autônomo (Foto: Reprodução/Uber)

A Uber anunciou no mesmo dia interesse em contratar 55 “especialistas de missão”, profissionais com background técnico capaz de lidar com situações tanto em pistas de teste quanto em situações reais, além de providenciar feedback para desenvolvedores de sistemas autônomos. Em outras palavras, é um passo atrás na busca de maior expertise ao custo de maior capacidade de operação.

Não é, no entanto, a primeira grande mudança em como carros autônomos da Uber funcionam. No início do experimento, lá em setembro de 2016, a companhia delegava dois motoristas por veículo, algo que mudou em novembro do ano passado como uma maneira de introduzir gradualmente uma verdadeira frota anônima.

Não era exatamente uma fórmula invencível, vale dizer: em março de 2017, um Uber com dois motoristas colidiu contra um carro em uma autoestrada no Arizona. O incidente, no entanto, não resultou em ferimentos graves para nenhum dos envolvidos, mas ingressou um ano particularmente turbulento para a empresa de caronas.

Fonte oficial: GQ

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