Por que você ainda precisa ficar de olho em Pokémon Go – segundo a ONU – GQ

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Grupo se reúne em Londres em 2016 para evento de Pokémon Go(Foto: In Pictures via Getty Images)

Se você viveu agosto de 2016, foi muito provavelmente disparando pokébolas em bichinhos virtuais no hit mobile Pokémon Go. O app, por algum momento, pareceu pronto para revolucionar games, aplicações de realidade aumentada e nossa prórpia relação com celulares e as cidades. Estivemos lá, e sim, foi meio mágico, ainda que passageiro.

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Corta para hoje, pleno setembro de 2019, e a Niantic, Inc., desenvolvedora do jogo, se torna uma das empresas a integrar a rede global de Membros Afiliados da Organização Mundial do Turismo das Nações Unidas. Trocando em miúdos, ela agora faz parte do clube exclusivo de iniciativas mundiais, parceiros de tecnologia e comunicação da ONU para novas maneiras de promover destinos e atingir novos públicos. 

A busca por soluções inovadoras em especial para turistas jovens é, segundo o órgão, o principal motivo da parceria. “Em nossa Assembleia Geral, a OMT-ONU expressou seu compromisso com tecnologia e inovação para fazer de nosso setor mais sustentável, mais inclusivo, e um motivador real de mudanças sociais e econômicas,” declarou o secretário-geral da organização, Zurab Pololikashvili, em comunicado para a imprensa. “Esta nova e empolgante parceria coma Niantic irá nos ajudar a atingir esses objetivos. Eu lhes dou as boas-vindas à nossa rede de Membros Afiliados, e tenho certeza que a OMT e a Niantic poderão trabalhar juntos para transformar a forma com que viajamos e para promover os diversos benefícios do turismo responsável.”

Acontece que, enquanto muitos de nós estávamos ocupados ostentando uma Pokedéx sofrível ou desinstalando Pokémon Go para abrir um espaço para o segundo ou terceiro app de relacionamento, a Niantic seguiu firme em seu barco – e transformando Pokémon Go em uma razão para viajar.

Neste ano, por exemplo, o estúdio organizou a primeira turnê mundial do game, uma série de eventos especiais para treinadores em cidades como Chicago, Dortmund, na Alemanha, e Yokohama, no Japão, que transformam hotspots locais em eventos ao mesmo tempo digitais e físicos – além de capturar pokémons, os visitantes pagantes tem tours especiais e podem tirar fotos com as criaturinhas. Na etapa americana, a empresa contablizou visitantes de 68 países e regiões. O número subiu para 90 em sua parada na cidade alemã.

Esta semana, a Niantic celebrou também a primeira edição do Safari Zone, em Montreal, um evento de três dias que atraiu mais de 39 mil visitantes.

Liderada pelo ex-Google John Hanke, a empresa foi avaliada em janeiro deste ano em US$ 4 bilhões, seguindo uma rodada de investimentos que rendeu US$ 245 milhões para o bolso da companhia. Hoje, além de Pokémon, o estúdio também disponibiliza um jogo de realidade aumentada inspirado no universo de Harry Potter. 

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Fonte oficial: GQ

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