Resultados da LVMH reforçam: a China é a nova meca do consumo de moda – GQ

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Dizer que a moda será bem mais chinesa num futuro próximo não é papo livre de uns bons ‘poréns’. Que o diga o desaceleramento da economia chinesa e a guerra tarifária, que ora significou uma queda no fluxo de importações para marcas de luxo, ora fez com que menos turistas chineses corressem o mundo atrás da última coleção da Tiffany & Co. Sinais de pessimismo à parte, a LVMH, um dos maiores conglomerados de luxo do mundo, reportou boa saúde neste trimestre, com marcas como Burberry e a própria Tiffany tendo aumento em volume de vendas na China continental. No total, o grupo cresceu 15% em 2018 na Ásia, excluindo Japão.

A Richemont engrossou o caldo da posição no último dia 13, quando informou acionistas e mídia sobre crescimento na casa de dois dígitos no país, apesar de ter encontrado percalçoes com o desaceleramento chinês, terceiro maior mercado do luxo. A região Ásia-pacífico foi responsável por 10% no ganho de receita, segundo a empresa. Amarrando tudo está uma informação importante: Segundo a McKinsey, 2019 será o primeiro ano que a Grande China (China continental, Hong Kong, Macau e Taiwan) supera os EUA como maior mercado fashion no mundo.

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Ambas sugerem dois enredos, no entanto: ou a China se prova um mercado consistente para luxo, ou chineses, não podendo investir em aventuras internacionais, decidiram gastar mais em casa.

O certo é que a Europa continua um ambiente desafiador. A LVMH, com outras marcas do setor, segue pessimista com a região, em particular a França, devido à disrupção provocada pelos protestos dos coletes amarelos.

Fonte oficial: GQ

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