Rita Guedes: “Sempre fui uma mulher decidida e independente, nunca segui regras” – GQ

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Rita Guedes: “Pago qualquer preço para ter a minha liberdade intacta. Me considero uma feminista” (Foto: Vinícius Mochizuki / Divulgação)

GQ Brasil: O que acha de ser uma sensação das redes sociais neste momento da
sua vida com chamadas como “corpão impressiona os seguidores”?

Rita Guedes: Fico feliz com o elogio, sei que estou com tudo em cima [risos]. Eu me sinto muito bem e confortável com meu corpo e acho que esta sensação passa para quem me segue. As redes sociais aproximaram os fãs do artista e acho isso fantástico. Gosto de interagir com meus seguidores e sempre vejo o que me escrevem. Sou adepta da vida saudável, cuido muito bem da minha alimentação, me exercito bastante e onde vou carrego minha bolsinha cheia de cremes.  Mais o mais importante é se aceitar, afinal todas as idades têm sua beleza e seu encantamento. Temos que nos reinventar sempre, se curtir em cada fase da vida.

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GQ Brasil: Por que resolveu voltar ao Brasil depois de 10 anos nos Estados Unidos?
Rita Guedes: Fui para Los Angeles para estudar inglês e depois fazer um curso de acting. Minha intenção era ficar 1 ano, mas acabei me adaptando com a vida lá e comecei a fazer outros cursos. Quando vi, se passaram 10 anos. Nesse tempo, voltei ao Brasil para fazer trabalhos curtos que me possibilitaram continuar morando lá. Somente novela que ficou improvável de fazer devido ao tempo longo. Fiz somente Eterna Magia e Flor do Caribe, os demais trabalhos foram filmes Gato Vira lata e Gato Vira lata 2  e séries 1 Contra Todos, pois o tempo de filmagem é mais curto. Mais após 10 anos, percebi que já era  a hora de voltar e retomar minha carreira no Brasil, também estava com saudade de morar aqui de novo, saudade de meus amigos e da minha família. A experiência de morar fora me ensinou muito, me modificou como pessoa e artista… Foi um grande aprendizado ter tirado esse tempo para estudar.

GQ Brasil: Como definiria a Rita Guedes de hoje?
Rita Guedes: Bom…. Sempre fui uma mulher decidida e independente, nunca segui regras. Fui muito cobrada para casar e ter filhos, mas nunca entrei nessa onda de cobranças. Procuro viver da maneira que me faz feliz e isso faz com que você tenha que ter escolhas, muitas vezes, difíceis. Mas encaro todas elas, pago qualquer preço para ter a minha liberdade intacta. Me considero uma feminista. Hoje me vejo mais calma e, por já ter passado por muitas experiências na vida, sou uma mulher mais forte e paciente. O Domingos de Oliveira tinha uma frase: “A dor faz você mais simpático”. Eu me acho mais simpática hoje me dia, apesar de saber exatamente o que quero e ser pragmática e determinada.

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GQ Brasil: Você está envolvida em séries em canais fechados e streaming. Acredita que estas novas plataformas diversificam o trabalho dos atores?
Rita Guedes: São 3 séries. 1 Contra Todos que filmamos a última temporada e tem estreia para início do ano que vem na FOX, Tô de Graça que estreia a 3ª temporada esse mês no Multishow e a série para streaming na GloboPlay Arcanjo Renegado que ira ser lançada ano que vem. Acho que o mercado, não só para os atores mas para todos os profissionais da área do entretenimento, ganhou muito com essas plataformas e, consequentemente, o público também ganha. As produções aumentaram e, com isso, a geração de empregos. E isso também incentiva a criatividade e faz com que muitos projetos possam sair do papel  e tomar vida, aumentando a diversificação dos conteúdos e temas a serem abordados.

GQ Brasil: E sua peça: como vê o desafio de interpretar uma personagem quase por toda uma vida?
Rita Guedes: Essa peça Uma Relação tão delicada aborda o tema da relação entre mãe e filha, que envelhecem juntas, e essa relação é muito rica, cheia e altos e baixos. A primeira delas é a do amor que funda a relação entre uma mãe e uma filha, e que não exclui os choques, as tensões, as incompreensões, as cobranças. Trata-se, portanto, de uma ligação de amor ancorada na história de duas mulheres – da infância à velhice. É dessa forma que a peça provoca um paralelismo muito bem equilibrado entre determinadas cenas que se repetem com 30 ou 40 anos de intervalo, mas com os papéis invertidos pelas circunstâncias da vida. Um dia nos tornaremos, de muitos modos, pais de nossos pais. Esse personagem, para mim, é um grande desafio. Farei o papel da mãe que envelhece chegando aos seus 90 anos. Sempre gostei de desafios, e esse eu encaro com alegria e vontade de mergulhar em um universo tão profundo de sensações em que a vida passa a ter um outro sentido, um outro olhar se adquire quando se chega à velhice.

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Fonte oficial: GQ

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