Salvador Dalí revive por inteligência artificial – GQ

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Criador da máxima “se eu morrer, não morrerei completamente”, Salvador Dalí nos deixou há exatos 30 anos. Mas como ele mesmo previa, sua obra permanece no imaginário e nos museus pelo mundo – inclusive ele tem um que leva seu nome em São Peterburgo, na Flórida. A instituição agora prepara novo projeto – para abril deste ano – com suas obras. Dalí Lives – Art Meets Artificial Intelligence é o nome da mostra do The Dali Museum que vai reconstruir a imagem do artista – através de fotos de arquivo e captação de movimentos de um ator (entenda o projeto no vídeo abaixo) – para ser projetada em telões.

Único na arte que produzia, ele colaborou também com o cinema – em parceria com Luis Buñuel, fez o curta-metragem O Cão Andaluz (de 1929), que ficou na memória pela cena aflitiva do olho cortado. Na vida real, tinha hábitos peculiares, como a forma que classificava vinhos.

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Já viu O Cão Andaluz?

Excêntrico também em palavras, outra frase célebre de Salvador Dalí foi dita para um brasileiro, o (na época) pianista João Carlos Martins quando os dois se encontraram em Nova York – isso em 1971. Hoje maestro, ele relembrou para a GQ Brasil de sua conversa (surreal) com o mestre do surrealismo. “Lembro que era verão, estava calor e fui a um restaurante de camiseta mesmo. Estava suado e eles me deram um paletó para vestir antes de sentar à mesa. De repente, o Salvador Dalí, que estava jantando com a Mia Farrow, passou por mim e falou: ‘Você pode dizer a todos que é o maior intérprete de Johann Sebastian Bach do mundo. Um dia vão crer. Há 30 anos digo que sou o maior pintor do mundo e já tem gente que acredita’”, recorda o músico que estava na cidade para concerto no Carnegie Hall.

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Fonte oficial: GQ

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