Seu Jorge usa crochê para matar tempo durante voos longos – GQ

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Seu Jorge é um cara multifacetado: cantor, ator e, acredite, crocheteiro. Fã das artes manuais desde aos 14 anos, ele decidiu (com um empurrãozinho de sua esposa) criar um Instagram para divulgar suas peças apenas em junho deste ano. A conta já coleciona 42 mil seguidores, mas o intuito inicial foi outro. “ A minha vontade era ensinar pro pessoal de rua, que joga bolinha no sinal”, contou à GQ Brasil.

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Apesar da arte passar por gerações na família (a tia do cantor o ensinou a tricotar), Seu Jorge deu uma pausa no hobbie e voltou há apenas sete meses. O motivo? “Pela necessidade de matar o tempo entre uma viagem e outra. Eu faço viagens longas com 12 ou 14 horas no ar. O trico e crochê salvam”, revelou.

Seu Jorge e seus novelos de lã (Foto: Reprodução/ Instagram)

E voltou com força! Seu Jorge participou da nova instalação da Galeria Melissa feita em parceria com os Irmãos Campana com um pedaço de seu crochê feito com restos de materiais da Melissa. Não podíamos perder a oportunidade e perguntamos à Humberto campana se ele conhecia o cantor e a resposta foi certeira: “Eu adoro o som do Seu jorge. Recentemente vi o filme Paraíso Perdido e achei a interpretação dele ótima!”

Abaixo, você confere o bate papo completo com Seu jorge:

Quem te ensinou a fazer a arte do tricô?
Uma tia minha me ensinou quando eu tinha uns 14 anos. Fui morar com ela e ela se ofereceu para ensinar. Me deu as agulhas e linhas. Aprendi uns 2 ou 3 pontos. No começo foi só tricô. O crochê eu aprendi sozinho depois.

Por que lançar um projeto no Instagram só disso?
A minha mulher que me ajudou a fazer essa página no instagram. A minha vontade era ensinar pro pessoal de rua, que joga bolinha no sinal. Começou com 150 a 200 seguidores, mas quando caiu na imprensa, chegou toda a comunidade do croche e do tricô. Fico muito feliz com a força que a galera me dá.

Você chegou a fazer uma grana?
Sim! Eu fui morar com a minha tia, que me ensinou, porque tomei bomba (repeti) duas vezes no colégio particular e minha mãe decidiu me tirar. Aí fui morar com a minha tia e ela não aceitava que eu ficasse sem estudo. Então fui estudar à noite, fazer supletivo. Trabalhava e no tempo livre fazia tricô. Aí vendia minha gravatas e meus cachecóis pra galera.

Então isso te deixa mais relaxado?
Na verdade eu voltei a praticar, há uns 7 meses atrás, pela necessidade de matar o tempo entre uma viagem e outra. Eu faço viagens longas com 12 ou 14 horas no ar. O trico e o croche salvam.

Seu Jorge faz tricô no avião (Foto: Reprodução/ Instagram)

O que você consegue fazer durante um voo?
Hoje eu tô rápido com a prática. Dependendo da simplicidade do ponto, em duas horas eu finalizo algo. Além de ser um vício, ele traz uma força de concentração muito forte.  É uma delícia.

Quais são as suas dicas pra quem quer começar agora?
Agulha, linha e internet. Hoje tem um monte de curso na internet e eu ví bastante tutoriais no youtube. É sempre importante aprender com quem sabe mais.

E o que esperar do seu novo disco?
É um disco sobre beleza. Que elas consigam olhar pra música brasileira entendem que existe uma preocupação muito grande em manter a sua soberania. Hoje, talvez a música seja o símbolo que faz mais contato com o mundo a fora.nele terão reinterpretações e músicas novas e coisas do coração para emocionar as pessoas.

Neste mês, a nossa edição de novembro é uma especial música chamada #GQVozes. Tem alguém novo no seu radar?
Eu me sinto um pouco atrasado. Recentemente eu conheci um cantor que já é super consagrado, mas só encontrei ele agora, chamado Silva. Curti muito a sonoridade, me chamou a atenção e eu vou investigar mais o som dele.

Fonte oficial: GQ

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