Thalles Cabral vive uma história real nas telas e admite: “Vejo o mundo com outros olhos agora. E com mais carinho” – GQ

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Thalles Cabral protagoniza Yonlu- O Filme, dirigido por Hique Montanari, que reconta de forma poética a trajetória de Vinicius Gageiro Marques, o jovem porto-alegrense que tirou a própria vida aos 16 anos, ajudado por um fórum virtual, mas deixou um legado artístico que inclui discos póstumos – o primeiro, homônimo, lançado pela Allegro Discos; o segundo, A Society in Which no Tear is Shed is Inconceavably Mediocre, com 14 composições, que saiu pelo selo Luaka Bop, de David Byrne.

Em bate-papo com a GQ Brasil, o ator e cantor, conhecido pela novela Amor à Vida, de 2013, explica as razões que o levaram a viver Vinicius/Yonlu nas telas e como sua percepção da vida mudou após este longa:

O que mais chamou sua atenção na história do Vinicius/Yonlu?
Tive contato com o trabalho musical do Yonlu e lembro que tinha achado interessante, com uma sonoridade muito específica. Quando descobri que era um artista brasileiro, um garoto de 16 anos, isso me chamou muita atenção. Conheci a história quando cursava faculdade de cinema, seis anos depois da morte dele. Apesar de ser muito triste, achava que daria um filme porque é um tema muito sério, importante de ser falado. 

Assista ao trailer de Yonlu, que estreia nesta quinta, 30:

Yonlu – o Filme é feito de uma forma muito original – tem sequências de sonho, vida real e virtual – e foge das narrativas convencionais. Esta também foi uma das razões que levou você ao projeto?
Quando terminei de ler um dos tratamentos do roteiro [foram 12 ao total, contou o diretor a GQ Brasil] fiquei encantado com a maneira original que o Hique tinha encontrado para abordar o assunto. O filme tem uma proposta poética e alegórica em alguns momentos e é extremamente delicado na forma de tratar questões subjetivas e sensoriais. Fiquei empolgado.

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O cartaz do longa fala que a internet era “o mundo do Yonlu”. Mas, de alguma forma, a web ao mesmo tempo que une, também isola. Você acha que os jovens têm como se proteger neste mundo online que pode ser bastante cruel como foi com o Vinicius?
Acho que sim. Não só os jovens, a sociedade como um todo. A internet é uma ferramenta incrível, mas precisa saber usá-la. E a gente precisa ter mais empatia. Tentar entender as motivações que levam o outro a tomar decisões e entender o porquê dos discursos, já que cada um tem a sua luta. Está na hora de a gente começar ver os jovens com um olhar mais carinhoso. 

O longa-metragem mudou a forma como você vê a arte e, consequentemente, a vida?
Completamente. Quando o filme terminou, sinto que cresci pessoal e profissionalmente. Como ator, foi um desafio – tem muitos planos-sequência [tomadas sem cortes], toquei violão em algumas cenas, tive que atuar em inglês. E foi a minha estreia no cinema e meu primeiro protagonista. Pessoalmente, por causa da história em si, vejo o mundo com outros olhos agora. E com mais carinho.

Fonte oficial: GQ

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