Tommy Hilfiger faz desfile grandioso com Lewis Hamilton na China – GQ

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Foi espetacular. De olho no meteórico mercado asiático, a Tommy Hilfiger armou desfile apoteótico às margens do rio Huangpu, em Xangai, para apresentar seu inverno 2018 e as peças da collab com o piloto de F1 Lewis Hamilton. O cenário cinematográfico com a Pearl Tower e os prédios hi-tech totalmente iluminados e coloridos ao fundo foram um verdadeiro boost de energia no show embalado por hits da pop music e do R’n’B. O tetracampeão viajou à China diretamente da Itália onde, no último domingo, havia vencido o GP de Monza, desbancando a Ferrari na casa dela e consolidando a liderança do campeonato. Não à toa, Hamilton estava radiante, simpático e acessível antes, durante e depois da apresentação. As peças que ele ajudou ativamente a desenvolver subiram à passarela mescladas com produções da coleção comercial de inverno da Tommy Hilfiger, nas quais predominou a tendência de esporte urbano que dita regra na moda masculina global. Calças de abrigo, jaquetas encorpadas, casacos militares, moletons e tricôs dominam a coleção explosiva, repleta de cores e de sobreposições. Destaque para a camisaria em patchwork de xadrezes e para as botas tipo outdoor nos pés. Para os ávidos consumidores chineses, a logomania vem forte e palavras-lema de Hamilton, como “Lealdade”, enfeitam as camisetas. Boa notícia: já está tudo disponível nas lojas da marca no Brasil, no mais preciso esquema de See Now, Buy Now do mercado atual. Uma moda jovem e esperta, feita para vestir os cool kids de Los Angeles ou da China, pronta para invadir ruas e redes sociais.

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Panorâmica da passarela do desfile da Tommy Hilfiger em Xangai (Foto: Divulgação)

Antes do desfile, Tommy Hilfiger conversou a com GQ Brasil sobre o porquê de ter escolhido a China para este desfile: “Temos cem lojas no país e o negócio cresce na casa dos três dígitos a cada ano”, explica. A marca tem muitos fãs locais assim como Lewis Hamilton, o que fez da parceria o gancho perfeito para o evento. “Somos uma marca de luxo acessível com um apelo pop e os chineses adoram isso. São 650 milhões de pessoas de uma classe média emergente e potenciais consumidores do nicho em que nos encontramos; o dobro dos Estados Unidos, mais do que a Europa”, justifica. A primeira fila repleta de influencers dos quatro cantos do mundo também deu pista significativa sobre a importância de uma bem traçada estratégia digital, coisa que a grife está sabendo fazer muito bem. Mas como driblar a ausência das principais redes sociais do mundo no país? Vale lembrar que Facebook, Instagram, Whatsapp ou Twitter, ferramentas essenciais para atingir o público jovem, são bloqueados na China. A única maneira de acessá-los é por meio de um VPN no celular, baixado e instalado fora do território. “Weibo e We Chat, por exemplo, são redes locais de extremo sucesso. temos de nos adaptar e comunicar através delas, além de escolher embaixadores que tenham grande apelo e boa penetração entre fãs. Acho que acertamos com Lewis e Gigi (Hadid) e estamos sempre de olho nos inlfuencers digitais chineses, como Shawn Yue (@lok666), com 3,8 milhões de followers, ou Lu Han (@7_luhan_m), que tem mais de onze milhões de seguidores.” A marca foi pioneira em fabricar roupas na China e instalou seu primeiro e-commerce no país há 12 anos. Como se vê, tamanho sucesso não é por acaso.

Confira os looks do desfile na galeria abaixo.

Fonte oficial: GQ

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