Três motivos para ver ‘Vermelho Sol’, nova joia do filme argentino – GQ

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Cena de Vermelho Sol (Foto: reprodução)

Vermelho Sol é um dos melhores filmes em cartaz nos cinemas brasileiro. Restrito ao circuito cult, a obra do jovem Benjamin Naishtat, de 33 anos, é repleta de mistérios, relemrbando o período que antecedeu a ditadura militar na Argentina dos anos 70. Dado o momento político brasileiro, o longa é essencial para entender as raízes do autoritarismo.

Contexto político

O filme recria o ano de 1975, um ano do golpe militar que levou a Argentina ao Processo de Reorganização Nacional, período de ditadura que duraria até 1983. Neste contexto, o diretor Benjamin Naishtat aborda o fantasma do comunismo assombrando os cidadões médios do país, criando uma apatia propícia para o surgimento de um governo autoritário. As semelhanças com o atual momento político brasileiro são gritantes.

Darío Grandinetti em cena de Vermelho Sol (Foto: reprodução)

Darío Grandinetti

Você já o conhece de filmes como Relatos Selvagens e Fale com Ela, de Pedro Almodóvar. Como o advogado Claudio, o ator argentino de 60 anos brilha ao demonstrar o medo e a arrogância como lados da mesma moeda. Com a atuação, venceu o prêmio de Melhor Ator no conceituado Festival de San Sebastián, na Argentina, no ano passado.

Noir argentino

O clima de suspense da história remete a outros filmes do cinema argentino, como o clássico O Segredo dos Seus Olhos e os recentes O Sinal (dirigido por Ricardo Darín) e Desaparecida, criado exclusivamente para a Netflix. Trata-se de um campo em que eles dominam muito bem. No caso de Vermelho Sol, as falsas aparências de uma sociedade em ditadura ajudam a enganar a nossa mente quanto aos acontecimentos e personagens que surgem na trama.

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Fonte oficial: GQ

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