Uber pode protagonizar abertura de capital mais importante dos últimos cinco anos – GQ

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A entrada da plataforma de caronas Uber na bolsa de valores americana é fato bem esperado por Wall Street, confirmado nesta quinta-feira (11) com o registro oficial junto à Comissão de Títulos e Câmbio dos EUA (SEC). A empresa pode ser avaliada em US$ 100 bilhões e vender um montante de 100 milhões de dólares em ações na chegada à bolsa. O Alphabet Inc., dona do Google – cujos mapas integram parte vital dos negócios da Uber – deve estar entre suas maiores beneficiárias, e sua participação na empresa pode chegar a valer US$ 5 bi.

A Uber, então, deve chegar com pés firmes ao clube das empresas tech bem cotadas na bolsa – por sinal, um setor responsável por algumas das empresas mais valiosas do mundo.

Num todo, a abertura de capital do Uber pode ser a mais valiosa desde que a Alibaba concluiu seu IPO em 2014, então o maior da história

Alguns dois anos depois da conturbada demissão de seu CEO, Travis Kalanick, graças a um acúmulo de escândalos ligados ao serviço de carona compartilhada, a Uber passa por um momento num geral positivo: a companhia reportou receita de US$ 11,3 bilhões no ano passado, superando em cinco vezes o montante obtido pela rival Lyft. Perdas operacionais de US$ 3 bi no mesmo período foram amortecidas por lucro de US$1 bi, muito devido a negócios fechados na Rússia e no sudeste asiático que permitiram posições mais sólidas nestas regiões.

Por outro lado, o Uber Eats acumula dois trimestres de queda, seguindo estratégia de oferecer menores taxas a restaurantes estratégicos nos EUA e Índia, onde a concorrência é mais intensa. Mesmo a receita vinda de seu serviço de caronas, central para o Uber, vem caindo sensivelmente trimestre a trimestre – de $2,315 bilhões para $2,314 bilhões, apesar de representar aumento na casa de 16% ano ao ano.

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No entanto, a empresa reconhece que seu um de seus maiores problemas agora que terá que responder a investidores públicos também é cultural. “Nosso ambiente de trabalho (…) criou desafios operacionais, culturais e de compliance, e nossos esforços para resolvê-los podem não ser bem sucedidos”, diz o documento enviado ao SEC. Uau. Em sua carta para a agência, o CEO Dara Khosrowshahi, apontou: “Nós últimos 18 meses, aprimoramos nossa governança e a fiscalização da mesa diretora; construímos uma gerência mais forte e coesa, além de realizar mudanças necessárias para garantir que nossa cultura interna recomepnse trabalho em equipe e motive o empenho em longo-prazo de nosso funcionários”.

Fonte oficial: GQ

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