Unir design e boas histórias é o segredo para vender relógios ao público jovem – GQ

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Se as marcas de luxo se dedicam hoje a renovar e aumentar sua cartela de clientes, como é possível manter a exclusividade? Foi com essa pergunta em mente que conversamos com o diretor criativo da IWC, Christian Knoop, durante a 29ª edição do Salão Internacional de Alta Relojoaria (Salon International de Haute Horlogerie – SIHH), em Genebra.

“Nós estendemos nossa oferta, mas ainda criamos linhas especiais e experiências exclusivas para nossos clientes principais”, conta ele, refletindo sobre o desafio de criar relógios modernos sem perder a ligação com a história de uma empresa com mais de 150 anos.

“Apesar de encontrar muita inspiração em minhas viagens, sempre retorno para nossos arquivos”, conta Knoop. “É como uma fonte interminável de inspiração. Redescobrimos histórias que não sabíamos que existiam alguns anos atrás, mas que mostram como nossa marca depende das visões e ideias dos indivíduos que a construíram”, acrescenta.

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A marca também busca se reinventar para atrair novos mercados e continuar relevante para os consumidores mais jovens. “Nós precisamos ter o produto certo para esses clientes, especialmente os mais novos”, diz o diretor criativo. “Nós observamos que eles se importam muito com o design, preferem um relógio de qualidade, com um design atemporal, mas que conta uma história por trás”.

Um exemplo, segundo Knoop, é a história do Silver Spitfire The Longest Flight. Em 1936, a marca criou seu primeiro relógio para pilotos. Agora, eles retornam com a nova linha. “Estamos sempre buscando novas formas de conversar com nossos consumidores. Por isso criamos uma linda história com a linha The Longest Flight”, conclui.

Christian Knoop, diretor criativo da IWC, fala durante o Salão Internacional de Alta Relojoaria, em Genebra (Foto: Getty Images / Harold Cunningham)

Fonte oficial: GQ

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