Viagra natural: mito ou verdade – GQ

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Os afrodisíacos de origem natural são usados há milhares de anos por homens em busca de uma receita mágica para aumentar o desejo e evitar a impotência. O surgimento do Viagra, no entanto, parecia condenar toda essa tradição à categoria de lendas e superstições. Mas um minucioso estudo feito por pesquisadores da Universidade de Guelph, no Canadá, mostrou que de fato existem “Viagras naturais”.

O ginseng, o açafrão (cúrcuma) e a ioimbina (extraída de uma árvore da África Ocidental) são estimulantes sexuais que comprovados cientificamente. Em comum, todos são usados pelos povos desde a Antiguidade. Ou seja, a ciência não fez nenhuma descoberta. Apenas confirmou seus benefícios.

Viagra natural x Viagra sintético

Segundo os pesquisadores, o objetivo do estudo era comprovar a existência de substitutos às drogas sintéticas, que causam efeitos colaterais como vermelhidão no rosto, dor de cabeça e taquicardia, dentre outros. E tem mais: os medicamentos provocam ereção, mas não aumentam a libido. Já os estimulantes naturais têm a capacidade de turbinar o desejo sexual sem efeitos colaterais. Por outro lado, a pílula azul costuma funcionar em uma hora. Já os afrodisíacos naturais precisam de uso contínuo até ter eficácia.

Ginseng: um revitalizante poderoso

Velho conhecido da medicina oriental, o ginseng é usado para combater a fadiga, cansaço, estresse e, claro, a impotência sexual. A erva tem um efeito vasodilatador que ajuda na circulação sanguínea, favorecendo a ereção. Hoje é vendido em forma de cápsulas, pó e chá. Médicos que utilizam a medicina chinesa e naturopatas são os indicados para receitar a quantidade ideal de ginseng, dependendo de cada caso.

Açafrão é usado há 4 mil anos

Além de ser um anti-inflamatório natural, os pesquisadores atestaram sua eficiência do açafrão como um estimulante sexual. Ele é utilizado há milênios no Oriente Médio e na Ásia como um potente fitoterápico. 

Muirapuama, o “Viagra do índios”

A planta brasileira que mereceu destaque nos estudos da Universidade de Guelph foi a muirapuama, nativa da Amazônia. Os povos indígenas ao longo do Rio Negro usam o chá da raiz e a casca da árvore como um afrodisíaco natural.

Chocolate e do vinho: deliciosos e polêmicos

Apesar da fama de afrodisíacos, eles não foram totalmente aprovados nos testes dos pesquisadores. Consumir uma taça de vinho ajuda a vencer a timidez e o relaxamento ajuda a estimular a libido. Já o chocolate dá uma sensação de alegria, mas não necessariamente vai fazer de você um fenômeno na cama. Há outros estudos científicos, no entanto, garantem que os dois possuem efeitos estimulantes.

Vinho tinto aumenta testosterona

O vinho sempre esteve associado ao sexo e à fertilidade. E, segundo uma pesquisa publicada na revista Nature, a bebida tem o poder de aumentar o nível de testosterona no sangue, dando uma turbinada no desejo sexual. Mas cuidado: o máximo recomendado para uma pessoa de 75 quilos é consumir até meia garrafa. Mais do que isso pode pôr tudo a perder.

Chocolate amargo turbina hormônio da paixão

O cacau já era considerado um fruto sagrado – e afrodisíaco – pelos astecas. Recentemente, os cientistas descobriram que ele é rico em feniletilamina, uma molécula semelhante à anfetamina, conhecida como “hormônio da paixão, que intensifica as emoções e a libido. Mas não adianta sair comprando qualquer chocolate. Escolha o amargo com ao menos 70% de cacau, que preserva mais as propriedades benéficas.

Outros afrodisíacos naturais

Embora ainda não tenham comprovação científica, sabe-se que ostra, banana, abacate, castanhas, morango, mel, pimenta, catuaba e gengibre possuem propriedades que podem ser estimulantes sexuais.

Fonte oficial: GQ

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