Viktor Murer converte o amargo da cidade grande em música – GQ

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Viktor Murer (Foto: Deborah Moreno)

Viktor Murer é um novo nome da música a ser levado a sério. Após um período no comando da banda Trankera, o paulistano se debruça agora em versos menos debochados em carreira solo. Com base nas questões existenciais e sentimentais que permeiam e confundem o início da vida adulta, o paulistano apresenta músicas de rock ásperas – mas cheias de delicadeza – , quase sempre acompanhadas do piano.

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“Acho que as faixas que lancei retratam as aventuras e desventuras da vida que qualquer habitante de uma grande cidade pode enfrentar”, disse ele à GQ, sobre os singles Alvo, parceria com Jota Z, e Angústia, parceria poderosa com Helo Cleaver, parceira da goiana BRVNKS, além do seu primeiro EP, Verdades Cítricas, todos lançados em 2019.


Viktor Murer (Foto: divulgação )

De acordo com Murer, as suas músicas são feitas para momentos específicos da vida, como, por exemplo, a descoberta da paixão, a ansiedade de viver numa cidade grande ou a frustração. Ou seja, tudo aquilo que não depende total ou exclusivamente de nós. “Acredito que escrevo minhas músicas para que outras pessoas possam tê-las para seus próprios momentos”, afirma.

A vocação musical vem de família. O piano que se sobressai em suas músicas, por exemplo, é uma influência materna. “Minha avó materna é tecladista e minha mãe estuda piano clássico há uns 30 anos. Porém nunca cheguei nem perto do nível delas, quando mais novo não me interessava por música clássica. Era bem mais pra um lado do HC, Pop Punk, emo”, conta.


Viktor Murer e Jota Z (Foto: Divulgação)

Outra inspiração é o tio-avô Antônio Gomes, um dos fundadores dos Demônios da Garoa, entidade do samba paulistano. “Me recordo de um show no litoral norte de São Paulo em que ele me levantou pelos braços em frente à plateia. Toda aquela gente, aquele barulho, foi bem impressionante. É a primeira lembrança que tenho de um palco”, relembra.

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Fonte oficial: GQ

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