Virgil Abloh e Kim Jones: um guia para entender a história dos hypados estilistas – GQ

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Podemos afirmar que Kim Jones – recém-contratado pela Dior – obteve êxito em sua trajetória na Vuitton. O ápice aconteceu em janeiro de 2017, quando a maison francesa uniu-se à marca de streetwear e skate mais influente do mundo, a Supreme, para uma colaboração que ainda hoje gera desejo e controvérsia. O desafio do britânico, por sinal, mostrava-se enorme desde o início de seu trabalho com a grife. 

A Louis Vuitton, originalmente uma marca de malas e acessórios de viagem, criou uma estética urbana que partiu da interpretação das peças que o viajante usaria em suas expedições e aterrissou no estilo das ruas globais, em um movimento maior que a marca, seguindo a grande tendência de mercado de trazer a moda de rua para as lojas de luxo. Jones começou invocando o espírito do continente africano, onde cresceu, interpretado para o sentimento do exigente consumidor da Louis Vuitton. Emergiram as cores e o espírito de aventura, que foram misturados a alfaiataria, e acessórios pensados para quem está sempre entre um voo e outro. Essa estética se desenvolveu ao longo dos anos até ceder espaço para a onda street que domina o mercado.

Virgil (Foto: Getty Images)

A chegada de Virgil Abloh na Louis Vuitton é uma evolução (quase) natural para o momento da marca. Estamos falando de um engenheiro, com especialização em arquitetura, que trabalhou por quase uma década como diretor criativo de Kanye West.

Abloh vive entre Chicago e Paris, e, além de criar roupas e acessórios, atua como DJ e é obcecado por artistas como Michelangelo e Marcel Duchamp. Virgil não é apenas um cara extremamente criativo, ele é visionário. Quebrar paradigmas é algo que está em seu DNA. Em sua grife própria, a Off-White, o logo, inspirado por camisetas de times esportivos, é gigante; as já famosas listras imitam sinais de roupas usadas em construções e podem ser vistas de longe.

A Off-White emergiu a partir do Instagram e não das páginas de revistas. Com as redes sociais e uma ajuda substancial de celebridades como Justin Bieber, ele criou uma base de fãs/seguidores que torcem por ele e vestem as listras com orgulho. Suas colaborações vão de figurino para o Ballet de Nova York a parcerias com gigantes como Ikea e Nike. Espera-se que Virgil prossiga com a sua filosofia disruptiva que tem sacudido o olimpo da moda mundial.

Fonte oficial: GQ

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