Yellow: conheça os caras por trás das bikes amarelas de São Paulo – GQ

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Lançar, em São Paulo, uma startup de compartilhamento de bicicletas, gerenciadas através de aplicativo, sem ponto fixo para retirada ou devolução, cobrando R$ 1 a cada 15 minutos pedalados, configura loucura ou inovação? Nós dizemos inovação. Se não fosse a composição societária tão azeitada, talvez a empreitada fosse realmente insana.

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Os responsáveis por encher as ruas da cidade com as bikes amarelinhas da Yellow são Ariel Lambrecht e Renato Freitas, fundadores da 99 Táxi (que foi vendida em 2018 para uma companhia chinesa) e Eduardo Musa, ex-CEO da fabricante de bicicletas Caloi. “A gente brinca que não existe uma startup de micromobilidade que tenha começado com um time de competências tão completas”, diz Musa. O trio de criadores da Yellow tinha tudo em casa. “Eu e o Ariel fomos à China para as negociações da 99 e ficamos impressionados com a quantidade de bikes nas ruas”, lembra Renato. “Na hora pensamos em trazer para o Brasil”.

Musa, por sua vez, não saía da China, onde a Caloi tinha fornecedores. Um investidor se encarregou de apresentar os três e… Eureka. O projeto, que começou no dia 2 de agosto de 2018 com  500 bikes, realizou, nas duas primeiras semanas, 40 mil corridas. “Nós nos surpreendemos com a rapidez com que as pessoas aderiram ao uso da Yellow, mesmo sabendo da demanda represada que existia”, diz Ariel. “E a demanda ainda é gigantesca, São Paulo é a cidade com maior numero de viagens por dia no Uber, é a que tem mais usuários ativos no Waze. O problema da mobilidade urbana aqui é um dos maiores do mundo”, diz Musa. A solução apresentada pela Yellow este ano? Encher a cidade – e o país – com mais bikes e, por que não, com patinetes elétricos. Afinal, grandes problemas requerem loucas soluções.

Fonte oficial: GQ

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